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Alfabetização de crianças no Pará cresce 10% em 2025

Na rede pública estadual, o Pará superou a meta em 2% alcançando 66% de crianças alfabetizadas

O Liberal
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O Estado do Pará conseguiu avançar 10% na alfabetização de crianças na idade certa no ano de 2025. Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), nesta terça-feira (24), mostram que o Pará conseguiu melhorias, mas ficou 1% abaixo da meta de 59% das crianças alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental. Já o Brasil atingiu a marca de 66% de crianças alfabetizadas, superando o objetivo de 64%.

De acordo com os dados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) 2025, divulgados pelo MEC e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 19 estados e o Distrito Federal alcançaram ou superaram suas metas. Além do Pará, os Estados que não alcançaram a meta foram Amazonas que chegou a 57% (meta de 61%), o Rio Grande do Norte ficou com 48% (meta de 51%), Santa Catarina registrou 59% (meta de 67%), Rio de Janeiro chegou a 60% (meta de 61%), e o Rio Grande do Sul que registrou 52% de alfabetização frente a uma meta de 69%.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) respondeu que o resultado do Pará “colocou o estado entre os que mais evoluíram no país no período. O desempenho, aferido pelo Índice Criança Alfabetizada (ICA), reflete as ações do Programa Alfabetiza Pará, desenvolvido em regime de colaboração com os municípios e alinhado ao Compromisso Criança Alfabetizada, do Governo Federal”.

A secretaria informou que no recorte da rede pública estadual, o resultado foi ainda mais expressivo com o Pará atingindo 66% de crianças alfabetizadas, superando a meta de 64% prevista para 2026. “O crescimento do indicador é resultado de um conjunto de estratégias, como o fortalecimento do regime de colaboração entre Estado e municípios, a formação continuada de professores alfabetizadores, a distribuição de materiais estruturados para estudantes e docentes do 1º e 2º anos do ensino fundamental, além do uso de dados educacionais para orientar intervenções pedagógicas mais ágeis e direcionadas”, detalha.

A Seduc apontou que apesar do estado ter ficado 1% abaixo da meta de 59% de crianças alfabetizadas, “o avanço registrado evidencia resultados concretos na aprendizagem e reforça a alfabetização como prioridade da política educacional paraense”. Nos últimos sete anos, o Governo do Pará entregou 201 unidades de ensino, sendo 177 escolas de ensino médio e fundamental, além de 24 creches.

Na análise da Organização Não-Governamental (ONG) Todos Pela Educação os resultados alcançados pelo Brasil são muito importantes. “É um resultado muito importante e que merece ser celebrado. Ele confirma a trajetória de avanço do indicador de alfabetização desde 2023 e também evidencia que o esforço de cooperação federativa — com União, estados e municípios atuando de forma coordenada — tem produzido resultados”, avaliam.

A entidade aponta que é importante “consolidar e sustentar o movimento de fortalecimento das políticas de alfabetização em regime de colaboração entre estados e municípios, princípio basilar do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA)”. O Todos Pela Educação aponta que ao ser instituído como lei, o CNCA fortalece a estrutura de coordenação da agenda e amplia as condições para a continuidade das ações ao longo do tempo.

Entretanto, a ONG ressalta que ainda há desafios a serem superados como o alto número de crianças que ainda não estão alfabetizadas. “Ao mesmo tempo, é importante destacar que ainda há um contingente expressivo de alunos (34%) que concluem o 2º ano sem estarem alfabetizados. Isso reforça a urgência de estratégias de recomposição de aprendizagens, para evitar que essas defasagens se perpetuem ao longo das trajetórias escolares”, apontam.

O conceito de “criança alfabetizada” que no Brasil é outro problema por estar ainda em um patamar bem inicial, o que coloca como próximo desafio elevar o nível de exigência, aproximando os critérios usados no monitoramento das escolas públicas brasileiras dos referenciais adotados pelas escolas privadas no Brasil e por outros países.

O Todos Pela Educação ainda reforça a necessidade de melhorar a avaliação ao segmenta-la por grupos. “Outros aspectos fundamentais a serem considerados são as desigualdades sociais e raciais. Por mais um ano, não há a divulgação dos dados desagregados por raça/cor e nível socioeconômico dos estudantes, o que limita a análise sobre como os avanços na aprendizagem estão distribuídos entre diferentes grupos. Sem esse detalhamento, não é possível avaliar se a melhora observada ocorre de forma equitativa ou se as desigualdades educacionais são reproduzidas”, enfatiza.

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