Tomar uma taça de vinho por semana durante a gravidez causa dano cerebral dos bebês, diz estudo

O álcool introduzido na gravidez pode causar defeitos congênitos, abortos espontâneos e alterações comportamentais

Karoline Caldeira
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Uma taça de vinho por semana é capaz de provocar alterações físicas no cérebro do bebê, diz estudo feito por pesquisadores da Universidade de Medicina de Viena. Os resultados foram revelados após exames de ressonância magnética apontarem que crianças expostas a quantidades baixas de álcool no período pré-natal tinham um Sulco Temporal Superior Direito (STS) menos aprofundado. Esta área cerebral está envolvida na cognição e na linguagem.

Para um dos neurologistas envolvidos, Patric Kienast, o trabalho mostra que as gestantes devem evitar o consumo de álcool, mesmo em pequenas doses. Ele ressaltou que a pesquisa apontou que baixas quantidades de vinho levam a "a mudanças estruturais no desenvolvimento do cérebro e atraso na maturação do órgão".

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Como foi feito o estudo?

Foram analisados 26 cérebros de fetos expostos ao álcool entre as semanas 22 e 36 de gravidez usando exames de ressonância magnética. Desse quantitativo, 17 gestantes ingeriram menos de um drinque alcoólico por semana, enquanto duas afirmaram consumir até seis drinques por semana e uma afirmou consumir mais de 14. Outras seis mães também admitiram beber em excesso pelo menos uma vez durante a gravidez, como mais de quatro bebidas em uma ocasião.

O álcool é capaz de alterar a estrutura das células, reduzindo a mielinização, processo de revestimento protetor, e o número de interconexões entre as células. Ele afeta, principalmente, no desenvolvimento pré-natal que é feito em duas fases.

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A primeira fase é a embrionária e compreende as primeiras oito semanas de desenvolvimento onde são determinados os precursores do que se tornarão os sistemas de órgãos. O álcool introduzido nesta fase pode causar defeitos congênitos e abortos espontâneos. Porém, o maior impacto é comportamental. As mudanças no nível celular impactam na estrutura do cérebro, afetando o armazenamento de memória, a velocidade de processamento, a capacidade de analisar ou tomar decisões. Com informações do portal Globo.

(Estagiária Karoline Caldeira, sob supervisão do editor executivo de OLiberal.com, Carlos Fellip)

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