Irã lança mísseis contra base dos EUA no Bahrein após prometer cessar ataques
Guarda Revolucionária afirma que ofensiva foi resposta a ação dos Estados Unidos contra mina de dessalinização no sul do Irã
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou neste sábado (7) que lançou mísseis contra uma base militar dos Estados Unidos localizada no Bahrein, poucas horas após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarar que o país deixaria de atacar nações vizinhas.
Segundo comunicado divulgado pela corporação militar, mísseis de combustível sólido e líquido foram disparados contra a instalação norte-americana situada na região de Juffair, na capital do Bahrein. Até o momento, a Guarda Revolucionária não informou se os projéteis atingiram o alvo ou se a operação foi bem-sucedida.
O governo dos Estados Unidos também não comentou oficialmente o episódio.
De acordo com as autoridades iranianas, o ataque foi uma resposta a uma ação atribuída aos EUA contra uma mina de dessalinização de água na ilha de Qeshm, no sul do Irã. Segundo o governo iraniano, o bombardeio teria comprometido o abastecimento de água de cerca de 30 aldeias da região.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que a trégua anunciada pelo Irã teria sido consequência das ofensivas conduzidas por forças norte-americanas e por Israel.
Além do Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos relataram neste sábado tentativas de ataques com mísseis e drones após o anúncio do presidente iraniano. Os dois países emitiram comunicados orientando moradores a permanecerem em casa por razões de segurança, embora não tenham citado diretamente o Irã.
Nos Emirados Árabes Unidos, um drone foi interceptado nas proximidades do aeroporto de Dubai. Segundo o governo local, ninguém ficou ferido, mas as atividades no terminal aéreo foram suspensas por algumas horas.
Em pronunciamento transmitido em rede nacional, Masoud Pezeshkian afirmou que pretende interromper ataques contra países vizinhos e pediu desculpas pelos bombardeios realizados nos últimos dias. Ele declarou que busca resolver a situação por meio da diplomacia e que novas ações militares só ocorreriam caso o Irã seja atacado primeiro.
O presidente também atribuiu a escalada recente de ataques à “falta de comunicação” após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, e de outros líderes militares.
Ao longo da semana, governos do Qatar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado centenas de mísseis na região. Segundo essas autoridades, parte dos projéteis teria sido direcionada a áreas com presença de civis.
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