Enfermeiro que matava por ‘tédio’ é julgado na Alemanha

Promotores acreditam em 200 assassinatos, o maior caso de serial killer na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial

Niels Hoegel, condenado pela morte de seis pessoas, tirou a vida de outras 97 ao aplicar nelas injeções não autorizadas, segundo procuradores alemães, que pediram, nesta quinta-feira (16), prisão perpétua para o enfermeiro. Ele admitiu ter matado ao menos cem pacientes. Trata-se do maior caso de serial killer na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

A admissão de culpa do enfermeiro de 42 anos se deu em outubro de 2018. Em uma das audiências, Niels pediu perdão às famílias e justificou seus atos como efeito do "tédio".

Investigadores acreditam que o número final de vítimas pode chegar a 200 mortos, mas provavelmente nunca saberão, pois muitos corpos foram cremados.

O caso veio à tona porque um colega de profissão de Niels o flagrou aplicando uma injeção não autorizada em um paciente de uma clínica de Delmenhorst. Isso foi em 2005. Hoegel foi condenado em 2008 a sete anos de prisão por tentativa de homicídio.

O enfermeiro foi julgado novamente em 2014 e 2015, por pressão das famílias das possíveis vítimas. Ele, então, foi condenado à sentença máxima de 15 anos, por assassinato e tentativa de assassinato de cinco pacientes.

Hoegel confessou ao seu psiquiatra pelo menos mais 30 assassinatos cometidos em Delmenhorst. Isso levou os investigadores a examinar mais de perto as mortes suspeitas em Oldenburg.

O enfermeiro tinha o mesmo procedimento nos homicídios: injetava uma medicação para provocar parada cardíaca. Em seguida bancava o herói tentando ressuscitar as vítimas. Quase nunca conseguia.

(Com informações do Extra)

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