Torcedores superam deficiências para assistir aos jogos de Remo e Paysandu Foto - Juliana e José Jerônimo vão estar no Mangueirão para o Re-Pa de hoje Andreia Espírito Santo 09.02.20 11h35 José Jerônimo e Juliana vão estar no Mangueirão para o Re-Pa deste domingo (Akira Onuma / O Liberal) O amor por um Clube faz o torcedor superar qualquer problema. É o caso dos torcedores que possuem alguma deficiência. É comum ver a presença dos torcedores, em especial, os cadeirantes, nos jogos de Remo e Paysandu. Hoje à tarde, no Re-Pa 752, não será diferente. O LIBERAL conversou com dois torcedores cadeirantes, um do Remo e outro do Paysandu, para que relatassem como são tratados e como é a acessibilidade. Ambos garantem que estarão no Mangueirão, às 16 horas, para acompanhar o jogo entre Paysandu e Remo pela quarta rodada do Campeonato Paraense. REMO A torcedora do Remo, Juliana Araújo de Souza, conhecida como Juju, conta que nunca pensou em deixar de ir ao estádio por causa da deficiência, mesmo com todas as dificuldades. “Sou cadeirante desde 18 anos e estou com 27 anos. Desistir nunca. Desde o ano de 2015, nunca perdi um jogo do Clube do Remo aqui em Belém. Apesar dos estresses. Há cinco anos, que eu estou direto lá no meio da Torcida Azulina. Já peguei muita chuva e muito sol e não me arrependo. Ganhando ou perdendo ou empatando. O que vale é apoiar o Remo”, garante. Para Juliana, é preciso mais espaço para os cadeirantes, principalmente na arquibancada. Hoje, quem vai ao Mangueirão, local onde será disputado o Clássico de hoje, precisa ficar na área da cadeira. “Seria lindo demais se o Governo do Pará, criasse um espaço para cadeirante lá no meio da arquibancada. Todo cadeirante precisa se sentir incluído com outras pessoas. Nós "também", que somos pessoas normais. A diferença é que precisamos da cadeira de rodas para nossa locomoção”, afirma. PAYSANDU O torcedor do Paysandu, José Jerônimo Nascimento Cunha, 41 anos e há 16 anos vai de cadeira ao estádio. Jerônimo é conhecido por JJ no meio da torcida e relata que só não foi para o Re-Pa no ano passado uma vez. Isso porque o Mangueirão teve uma parte da arquibancada interditada e ele decidiu ficar em casa. “Dificuldades sempre temos, mas nunca pensamos em deixar de ir por causa disso. Só deixei de ir no ano passado quando o Mangueirão estava interditado e chegou até a cair um pedaço do concreto, tanto que no Clássico em que o Paysandu venceu por 3 a 0, eu acabei não indo ao jogo”, comentou. José Jerônimo avalia que o espaço do Mangueirão para cadeirantes é bom. No entanto, ele queria que os espaços fossem melhorados e os direitos, garantidos. “O espaço que tem no Mangueirão é ideal para os cadeirantes. Porém, a Seel tem que rever e fazer valer as vagas destinadas para deficientes e que sejam usadas pelos mesmos, pois quem acaba usando as vagas de deficientes são as autoridades. Já cansei de argumentar com os porteiros que não me deixam entrar por seguirem ordens superiores”, afirma. SEEL A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) informou, por meio de nota, que o Mangueirão dispõe atualmente de 64 cadeiras para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida e os acompanhantes. Também há espaço para 40 cadeirantes de cada lado. Com a reforma do Mangueirão, na qual o projeto prevê o aumento da capacidade de público, haverá a ampliação em 40% dos espaços destinados às pessoas com deficiência. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave esportes futebol paysandu remo re-pa COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Esportes . Desculpe pela interrupção. 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