Técnico do Paysandu se explica após perder o título da Copa Verde: 'Faltou competência'

Hélio dos Anjos ainda defendeu o volante Caíque Oliveira e disse que para 2020 vai rever algumas coisas no time

Redação Integrada

Após o vice-campeonato da Copa Verde, coube ao técnico Hélio dos Anjos buscar respostas e justificativas para o resultado ruim do Paysandu no ano. O time bicolor terminou 2019 sem nenhum título para comemorar com o torcedor. 

"O resultado final só aconteceu porque não tivemos competência de definir o jogo. Nós saímos na frente lá em Cuiabá e estávamos com tudo sobre controle. A única bola que foi no nosso gol, foi gol. Até o momento nenhuma bola precisou do Giovanni fazer a defesa. Tivemos chance de matar o jogo. O adversário colocou todo mundo n área. Esse jogador que fez o gol é muito bom. Discutimos isso. É duro. mas fazemos um processo que não é geral. Lá nos tivemos problema da arbitragem e aqui não. O juiz apitou uma falta normal. Deixamos a bola entrar no meio de área. O jogador que mais falamos de bola parada, o Paulinho e tomamos o gol", comentou.

A forma como o volante Caíque Oliveira bateu o pênalti foi bem criticado pela torcida. Mas o técnico Hélio dos Anjos exaltou o seu jogador e disse que ele era o melhor batedor. "Veio a penalidade máxima. Reativamos o grupo e eu resolvi fazer um troca. Nicolas era o quarto homem, achei que poderia precisar dele na sequência. Eu coloquei o Micael no lugar. O Caíque Oliveira é o nosso melhor batedor de pênalti. É o homem que assume ou o primeiro pênalti ou o quinto. Leandrinho decidiu bater o primeiro. Erramos um pênalti, que a gente sabe que tinha deslocado o goleiro", afirmou. 

Hélio dos Anjos frisou que a forma como o time perdeu mais um título vai servir de lição para 2020. 

"É meio inacreditável dar essa entrevista aqui. Porque se tivesse tomado de 3 a 0 eu estaria aqui falando que fomos pior. Mas esse time não é pior que o da Segunda Divisão. E esse time está traçando um caminho que não é legal. Que acabar tomando gol de falta aos 20 a 30 segundos. Isso é um problema e vamos ter que trabalhar no futuro. Porque 60% do time continua. Nós sabíamos que poderíamos ter feito o melhor. O melhor seria acabar o jogo. É o futebol. Não falo de injustiça. Mas sim que nos faltou competência para não tomar o gol', afirmou. 

Hélio finalizou lembrando que a competição era importante não só pelo título, mas também pelo dinheiro que resolveria os problemas financeiros do clube. 

"A competição representava muito para o clube. Ela dava o respaldo para entrar na temporada que vem com o caixa em dia. Agora é ir atrás. Eu fico muito sentido por isso. Pelas dificuldades que o Paysandu tem. Eu não posso admitir sair de duas competições com 20 segundo de jogo. Lá no Náutico todo mundo comento. Hoje a mesma coisa. Nos tivemos chances reais. Perdemos o único jogo de 25 partidas. Mas é a vida", finalizou o técnico do Paysandu.  
 

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