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Torcedor do Paysandu coleciona mais de 180 camisas e sonha com duas relíquias dos anos 90

Biólogo Lucas Ferreira começou a coleção aos 12 anos, após ganhar uma camisa de aniversário, e hoje busca modelos históricos do Papão

Fábio Will
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O amor pelo futebol pode atravessar gerações e ganhar diferentes formas de expressão. No caso do biólogo Lucas Ferreira, de 40 anos, a paixão pelo Paysandu se transformou em uma coleção que reúne cerca de 180 camisas do clube. A história começou ainda na infância, quando recebeu de presente de aniversário seu primeiro manto bicolor.

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Em entrevista ao O Liberal, Lucas contou que a ligação com o Paysandu nasceu por influência do pai. Desde então, a identificação com o Papão só cresceu e deu origem ao hobby de colecionar camisas históricas.

"Começou na infância. Por influência do meu pai. Ele costumava me levar para os jogos do Paysandu, tanto no Mangueirão quanto na Curuzu. Lembro muito bem do primeiro jogo que assisti. Foi Paysandu x Botafogo-RJ, pelo Campeonato Brasileiro da Série A de 1994. O Paysandu venceu por 2 a 0, com gols de Mirandinha. Desde esse tempo, meu amor pelo clube só aumentou", relembrou.

A primeira camisa marcou o início da coleção

A coleção começou quando Lucas tinha 12 anos. A primeira peça foi uma camisa da Penalty, lançada em 1998, recebida como presente de aniversário. Segundo ele, o uniforme tem um valor sentimental que vai além da importância histórica.

"Minha coleção pessoal começou aos 12 anos de idade. Minha primeira camisa foi presente de aniversário. Era a camisa da Penalty de 1998, muito nostálgica. Foi o ano em que o Paysandu conseguiu quebrar a hegemonia do Remo, que vinha de um pentacampeonato. O sentimento que tenho por ela é nostálgico pelo valor sentimental que representa. Eu tinha o sonho de ter uma camisa do Paysandu”, disse.

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Lucas também lembra que, durante a infância, as dificuldades financeiras da família impediam a compra frequente de camisas oficiais. E que levou um tempo para que a coleção ganhasse corpo.

"Meu pai não tinha condições financeiras de ficar me dando camisas com frequência. Tanto que minha segunda camisa só veio em 2003, na época da Libertadores. Depois que entrei na universidade e consegui bolsas de estudo, e posteriormente quando comecei a trabalhar, passei a comprar minhas próprias camisas”, comentou.

Brechós ajudaram a ampliar o acervo

Com o passar dos anos, Lucas passou a adquirir todos os modelos lançados a cada temporada. Além disso, encontrou nos brechós especializados uma oportunidade para ampliar a coleção com peças antigas e raras.

"Depois que descobri os brechós, comecei a procurar camisas raras. A mais rara que consegui foi uma utilizada pelo jogador Cacaio, em 1991. Outra pela qual tenho muito apreço é a usada em 1994, com o patrocínio da extinta TABA”, falou.

Camisa do centenário é a favorita

Entre todas as peças da coleção, uma ocupa um lugar especial. Para Lucas, a camisa do centenário bicolor possui um valor e um sentimento de ter vivido o centenário de sua maior “payxão”.

"A camisa que eu mais gosto é a de 2014, do centenário do clube. É a camisa número 1, fabricada pela Puma. Acho que foi a camisa mais bem-feita até hoje”, comentou.

Atualmente, Lucas estima possuir cerca de 180 camisas do Paysandu e diz que não estabeleceu um limite para a coleção.

"Hoje tenho em torno de 180 camisas. Não tenho meta. Como todo ano compro camisa, a tendência é aumentar cada vez mais, principalmente quando é uma edição especial”, disse.

Apesar do grande acervo, ainda existem duas peças que ele sonha em encontrar. Para Lucas, o “sonho de consumo” são duas raridades da década de 90, que marcaram na memória do torcedor bicolor.

"Estou atrás da camisa da quebra do tabu, em 1997, quando o Paysandu quebrou a hegemonia do Remo. A outra é a de 1993, com o patrocínio da Coca-Cola”, finalizou.

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