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Se o jogo acabasse no intervalo, o Remo estaria no G4 do Brasileirão

Queda de rendimento no segundo tempo tem custado pontos ao Leão, que faz bons 45 minutos iniciais, mas perde força após a volta do vestiário

O Liberal

Se o apito final soasse sempre aos 45 minutos, o cenário do Clube do Remo no Campeonato Brasileiro seria bem diferente. A leitura fria dos números mostra um Leão competitivo no primeiro tempo — com desempenho que o colocaria na briga pelo G4 da competição. O problema é que o jogo não termina no intervalo. E é justamente na volta do vestiário que o rendimento azulino despenca.

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A conta é simples e revela um contraste incômodo. Considerando apenas os 45 minutos iniciais, o Remo teria empatado com o Vitória e vencido o Mirassol. Na prática, seriam quatro pontos a mais na tabela. Em vez dos atuais três, o time teria sete e estaria disputando as primeiras posições.

Nas partidas em questão, no segundo tempo, o Leão apresentou uma equipe que perdeu compactação, ofereceu espaços, sofreu com bolas longas, erros individuais e queda física visível.

A diferença de postura chama atenção até mesmo quando o placar é favorável ou controlado. Contra o Mirassol, por exemplo, o Leão foi para o intervalo vencendo por 2 a 0 e acabou cedendo o empate. Diante do Atlético-MG, fez um jogo sólido em Belo Horizonte, mas sofreu o gol no último lance. Situação parecida ocorreu contra o Internacional, em um duelo aberto, de trocação, no qual o Remo criou, mas não conseguiu sustentar o ritmo até o fim.

O que explica essa queda? A resposta passa por um conjunto de fatores. O primeiro é físico. O Remo sente o peso da intensidade alta nos minutos iniciais e não consegue repetir o mesmo padrão após o intervalo. O segundo é estratégico: em muitos jogos, a equipe recua excessivamente depois de sair na frente ou equilibrar o placar, chama o adversário para o seu campo e perde a iniciativa. Soma-se a isso a falta de ajustes rápidos durante a partida, seja para corrigir encaixes defensivos, seja para oxigenar o time com substituições que mantenham o nível de competitividade.

Há ainda o componente psicológico. O time demonstra dificuldade para administrar momentos decisivos, especialmente quando é pressionado. A perda de concentração nos minutos finais tem custado pontos preciosos — exatamente o tipo de detalhe que separa quem briga na parte de cima de quem luta para escapar do Z4.

Com apenas três pontos e ocupando a 16ª colocação, o Remo vive um sinal de alerta precoce.

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