Polêmico, timaços, títulos e política; conheça a trajetória do ex-presidente do Remo Manoel Ribeiro Apaixonado pelo Remo, Manoel Ribeiro era chamado de "lenda" por alguns azulinos. O "Marechal da Vitória" deixou seu nome marcado na história do Clube do Remo Fábio Will 11.05.21 8h00 Manoel Ribeiro morreu aos 85 anos com problemas cardíacos (Cláudio Pinheiro / OLiberal) “Um desportista nato, torcedor e defensor do Remo”, essas são palavras do historiador do clube azulino Orlando Ruffeil, sobre Manoel Nazareth Ribeiro, ex-presidente do Remo, que faleceu ontem, em Belém. Em conversa com a equipe de OLiberal, Orlando Ruffeil falou das passagens de Manoel Ribeiro pelo Remo, seu começo no departamento de futebol, bastidores, polêmicas, e um caso de “pai e filho” com o maior ídolo do Leão Azul. LEIA MAIS Morre Manoel Ribeiro, ex-presidente do Clube do Remo Presidente do Remo lamenta morte de Manoel Ribeiro e comenta: ‘É uma referência' Paysandu lamenta a morte de ex-presidente do Remo Presidente do Condel do Paysandu lamenta morte de ex-presidente do Remo: 'Um grande desportista' REPEITO E ADMIRAÇÃO No inicio da década de 70 Manoel Ribeiro iniciou a sua história no Remo, como então diretor de futebol. De acordo com o Orlando Ruffeil, ele foi responsável por trazer Alcino para o clube. O então jogador respeitava Manoel Ribeiro como pai. Ele dormia na casa do então diretor remista e aprontava todas. O historiador relembra um dos casos envolvendo Manoel e Alcino. “Na sexta o Alcino saiu e sumiu, foi para a farra e chegou domingo de manhã embriagado no Baenão. Paulo Amaral, então treinador, vetou a participação de Alcino no jogo. Chamaram o Manoel Ribeiro que se trancou com Alcino, conversou sério com ele, que jogou e marcou o gol da vitória”, disse. LOBBY NO BRASILEIRO DE 1972 O historiador do Remo, Orlando Ruffeil, relatou uma situação que mexeu diretamente com o calendário de Remo e Paysandu na década de 70. Em 1971 teve a primeira vez o Campeonato Brasileiro unificado. Em 1972, uma nova edição, mais robusta, foi idealizada, e em 1971 o Paysandu tinha sido o campeão estadual e foi escolhido para jogar, mas Manoel Ribeiro tinha um plano para mudar isso. “Ele foi com o ministro Jarbas Passarinho e propôs algumas melhorias nos clubes. Foi feito um ginásio para a Tuna, a fachada de todo estádio da Curuzu para o Paysandu e construiu as duas arquibancadas do Baenão para o Remo (tobogãs da Almirante Barroso e Romulo Maiorana), com isso o Remo tinha um estádio grande e apto a receber grandes jogos e assim mudando o representante do Pará no Brasileiro”, comentou. Manoel Ribeiro era bastante querido pelos funcionários do clube (Fábio Will / OLiberal) TÍTULOS INVICTOS E CONFUSÃO COM A FPF Já como presidente do Remo, Manoel Ribeiro teve conquistas emblemáticas. O Leão Azul conquistou os títulos estaduais de 1973, 1974 e 1975 de forma invicta. Para Orlando Ruffeil, o tetracampeonato não veio por conflitos com a Federação Paraense de Futebol. “Ele não ganhou em 1976 por briga com a federação e seu presidente Juvêncio Dias. O Remo queria arbitragem de fora e a federação escalou árbitro local. Por esse motivo o Remo não jogou contra o Paysandu, que decidiu o título contra a Tuna”, falou. FORMAÇÃO DE ELENCO E RESGATE DO TORCEDOR Engenheiro civil, Manoel Ribeiro era um torcedor apaixonado do Remo e queria ganhar sempre, para isso montou elencos com jogadores que fazem parte da memória do torcedor até hoje, como lembra Orlando Ruffeil. “Ele mudou radicalmente o conceito dos torcedores da época, resgatou o amor que o torcedor tinha pelo Remo. Trouxe jogadores como Aranha, Dutra, Mendes, Luís Florêncio, Caíto, Tito, Hertz, Alcino, Perí, desde, então passei a acompanhar o Remo. Em 1977, 1978 e 1979 emplacou outro tricampeonato, caiu nas graças do torcedor e foi batizado pelo radialista Cláudio Guimarães como o ‘Marechal da Vitória’”, falou. POLÊMICO O ex-presidente do Remo colecionava polêmicas. O historiador Orlando Ruffeil relatou que em algumas partidas o presidente azulino mandava desligar os refletores do Baenão quando o Remo estava em desvantagem no placar. “Ele era uma pessoa folclórica do futebol paraense. Ele chamava o empregado encarregado pela energia no estádio, um senhor chamado ‘Chuva’ e pedia para avisar que teve problema de circuito de energia. Muitas vezes o árbitro esperava, os refletores não eram religados e o jogo era remarcado”, relatou. Manoel Ribeiro em uma das várias eleições em que concorreu ao cargo máximo azuino (Akira Onuma / OLiberal) SUCESSO FORA DAS QUATRO LINHAS O futebol levou Manoel Ribeiro a se aventurar na política. Ele foi eleito quatro vezes deputado federal e fez amizade com o cantor Agnaldo Timóteo, que esteve em Belém para assistir uma partida do Remo, a convite de Manoel Ribeiro. “O Agnaldo Timóteo veio assistir uma partida do Remo no Baenão, ele chamava o Manoel Ribeiro de ‘Manezinho’. Timóteo foi a “atração” na partida da década de 80, os dois tomaram tacacá abaixo das cabines de imprensa e acompanharam a jogo daquele local”, disse. O dirigente em 2018 repassou o departamento de futebol do clube a Milton Campos e Miléo Júnior (Fábio Will / OLiberal) ACESSO EM 2015 Manoel Ribeiro assumiu o Remo em 2015, após a saída de Pedro Minowa e seu vice. Foi um mandato pequeno, mas que gerou frutos ao Remo. Durante o Campeonato Brasileiro o dirigente esteve à frente do elenco e conseguiu o tão sonhado acesso para a Série C, após anos o Remo jogando a última divisão nacional. O ex-presidente sempre acompanhava o Remo nos jogos (Tarso Sarraf / OLiberal) ÚLTIMO MANDATO O “Marechal” esteve à frente do Remo nas temporadas 2017 e 2018 e conquistou o título do Campeonato Paraense em 2018. No mesmo ano ainda participou da eleição concorrendo com Marco Antônio Pina (Magnata) e Fábio Bentes. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave esportes remo remo futebol futebol jornal amazônia jornal amazônia COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Remo . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. 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