Executivo do Remo fala sobre planejamento e frisa importância de 'aporte financeiro' na Série C

Carlos Kila falou dos motivos de ter aceitado o convite do Remo e comentou a importância de pagar em dia

Fabio Will

O Remo vive a expectativa pela chegada do novo executivo de futebol, Carlos Kila, que desembarcará em Belém na noite desta segunda-feira (4). O novo profissional azulino conversou com a equipe de OLiberal e explicou os motivos de acertar com clube e também comentou sobre o mercado do futebol voltado para times do Norte e do Nordeste do Brasil.

Com 62 anos e passagens por grandes clubes, Kila fez questão de frisar um dos aspectos mais importantes em um meio profissional como o futebol: pagar os salários em dia. “Remo é um clube de massa, com potencial de crescimento e vem tendo uma gestão responsável, que cumpre os compromissos. Isso é uma ferramenta importante para consolidar bom trabalho”, salientou.

ÚLTIMO TRABALHO

Difícil foi a passagem do executivo pelo Brasil de Pelotas-RS, último trabalho de Carlos Kila. A equipe gaúcha brigou para não cair para a Série C em 2018 e conseguiu se livrar com uma arrancada na reta final. Kila chegou a iniciar a montagem do elenco atual, mas pediu para deixar o clube.

“Foi minha a opção de sair do Brasil de Pelotas. Foi uma temporada bem desgastante. De 24 rodadas o clube tinha vencido cinco jogos e faltando 14 rodadas conseguimos ganhar oito, sendo seis fora de casa e o clube não caiu. Temos um período muito curto de pré-temporada, remontamos o grupo e depois nos reestruturamos, mas resolvi esperar um projeto melhor no Norte e Nordeste, locais que eu conheço bem”, frisou.

SÉRIE C

Kila teve passagens por equipes nordestinas como Náutico-PE, Ceará-CE e CSA-AL, clubes tradicionais e de pressão. É a primeira vez que ele trabalha no Norte, mas garantiu conhecer muito bem a Série C, competição que ele avalia como “imprevisível”.

“A Série C é muito imprevisível. Naturalmente quem consegue manter uma base de um ano para o outro e realizar um primeiro trimestre bom no estadual já possui vantagem.  Mas o fundamental é ter um aporte financeiro em momentos cruciais, para conseguirmos reforçar pontualmente próximo à fase final e no mata-mata você ter ai quatro ou cinco jogadores no nível de Série B. Enquanto isso é montar o grupo nesse período e ter criatividade na hora de contratar, mesmo com pouco dinheiro”, comentou.

TÉCNICO E JOGADORES

Algumas reuniões serão realizadas com o presidente e os diretores de futebol para debater possíveis nomes de técnicos, além de decidir o futuro de algumas peças que terminaram a temporada no clube. Kila manteve o mistério: “Qualquer outra questão sobre decisões passam pelas reuniões de planejamento que teremos”, limitou-se a falar.

Remo
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