Após empate com o Tapajós, técnico avalia o Remo: "É preocupante. Poderia ter sido pior"

Na estreia, Márcio Fernandes disse que problemas físicos prejudicaram o Leão

Andreia Espírito Santo

O técnico do Remo, Márcio Fernandes, resumiu a situação do Remo como preocupante na entrevista coletiva após o empate com o Tapajós. Um dos motivos para o jogo fraco do Leão em Santarém, segundo o técnico azulino, foi a condição física dos atletas. 

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"É preocupante. O que eu vi me deixou preocupado. Com 17 minutos do segundo tempo, eu fiz três subsituições e ainda tinha mais quatro para fazer, sendo todas por questão física. Isso não pode acontecer. Um time grande como o Remo, que deseja chegar longe na competição e luta para ser campeão não pode passar por isso. No final ainda tivemos sorte de não ter tomado o gol. Poderia ter sido pior ainda o resultado aqui. Vamos sentar, vamos conversar e ver o que tem para fazer para melhorar", afirmou. 

Mas Márcio exaltou aspectos positivos no time azulino. "Melhorou a posse de bola no primeiro tempo. A saída de trás da bola, saiu tocando... Isso foi bom. Houve uma melhora. Mas no segundo tempo foi nítida a queda física. Você viu que o Vacaria, o Echeverría e o (Diogo) Sodré estavam sem condição física? Então é complicado. Você tira três e tem mais três para substituir. Então como faz?", comentou o técnico do Remo. 

O comandante garantiu que vai fazer de tudo para o time melhorar para a próxima partida. "Pelo jogo de hoje, eu tenho que pedir desculpa ao torcedor, ao que veio prestigiar e assistir ao jogo. Isso não é o Remo que eu quero ver e vim aqui para fazer, só que eu quero que tenham um pouco de paciência. A gente está trocando o pneu com o carro andando. Não tem como pegar uma varinha de condão e fazer o time que queremos. Pode ter certeza que o time vai melhorar e vamos dar alegria ao torcedor", finalizou o técnico do Remo. 

Veja outros trechos da entrevista de Márcio Fernandes: 

Por que as subtituições?

"Eu substitui basicamente por questão física.Tirei o Alex Sandro poque precisávamos melhorar a parte ofensiva que estava muito atrás. Eu precisa mandar o time para frente. O resto foi troca por causa física. Depois os jogadores saíram arrastados e no final estava com menos dois jogadores em campo porque não conseguiram continuar. Se tivesse mais 5 minutos não íamos aguentar"

O que fazer para tirar o déficit físico?

"Vamos tentar dentro dos trabalhos dar uma intensificada e melhorar essa parte física, porém não é da noite para o dia. Você vê que isso não vem de agora. Houve um tempo para chegar até aqui. Houve uma degradação grande dos jogadores para chegar até aqui."

Quando chegam os novos reforços para o Remo?

"A gente vai conversar, porque eu fiquei preocupado. O momento não é muito bom. Os campeonatos estão na reta final. Os jogadores não serão liberados pelas equipes. São jogadores de qualidade e os times não querem liberar. É um pouco difícil, mas vamos acelerar porque precisamos mudar sim."

O que fazer para o próximo jogo do Remo? 

"Nós temos que melhorar a cabeça e o físico dos jogadores, porque trocar todo mundo não tem condição. Não tem jogadores fora que podem entrar e serem bem melhores que os que estão jogando. É ter calma e conversar com a diretoria."

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