Pimentinha, Re-Pa e contratações são alguns assuntos da entrevista exclusiva do técnico do Paysandu

Hélio dos Anjos falou ainda sobre carreira, premiação, dificuldades e muito mais; confira!

Redação Integrada

O técnico do Paysandu, Hélio dos Anjos, concedeu uma entrevista para OLiberal.com na noite desta segunda-feira. O primeiro assunto foi justamente a mudança do local do jogo contra o Ypiranga-RS. A partida marcada para a próxima sexta-feira (28) saiu do Mangueirão e voltou para a Curuzu. 

"O pedido tinha acontecido desde a quinta-feira passada. Não tinha como ser feito após o jogo até pelo estatuto do torcedor. A gente tem que pensar no lado financeiro do clube. Sabemos como é a terceira divisão e não tem nada de ninguém. É só passagem e estadia. Um absurdo, porque ver um Remo e um Paysandu, que chama e representa, não ter valorização nenhuma como tem jogo da B e da A. O resultado que conseguimos no momento de dificuldade, com a torcida sendo sensacional, aí sim", contou. 

O técnico ainda informou que foi solicitado um outro local de treino para que o gramado da Curuzu esteja recuperado na próxima partida. 

"Quando eu cheguei estava definido que depois do jogo contra o São José, o Paysandu iria jogar no Mangueirão. Passei a me envolver com a questão campo a partir de agora e sei da importância. A Curuzu é nossa casa. Gramado não está tão bom quanto do Mangueirão. Mas eu pedi hoje (segunda) para providenciar (outro campo) que não quero treinar na Curuzu a partir de amanhã (terça). Eu quero deixar o campo nas melhores condições possíveis", afirmou. 

Outro ponto da entrevista foi a maneira de jogar do Paysandu contra o Remo, com o Alviceleste se impondo em campo. 

"No futebol nós temos duas palavras: regularidade e equilíbrio. Perguntaram na coletiva (após o Re-Pa) se o Paysandu estava pronto, mas eu disse que não sou empolgado, não sou menino. Quem vai ter que me provar são os jogadores. E tem que ter regularidade na atuação. Aí chama e ver que a equipe criou uma identidade. Nós vamos propor o jogo do jeito que fizemos contra o Remo? Sempre. Mas vai ter um adversário que vai estudar e criar dificuldade para nós. Vamos fazer isso dentro e fora de casa. Mas fora de casa a imposição do adversário é diferente. Por isso temos que ter a capacidade de impor o jogo independente do local", comentou. 

O técnico bicolor ainda falou sobre quem pode substituir Thiago Primão no jogo contra o Ypiranga. O meia está suspenso após levar o terceiro amarelo no Re-Pa. Segundo Hélios dos Anjos, uma das possibilidades é colocar Caique Oliveira como homem de marcação, Anderson Uchoa como segundo volante e ter o Tony na lateral, já que ele retorna após cumprir suspensão. 

"Essa é uma delas. Tenho o Jhony Douglas, que não tem a mesma experiência em jogo do Caique. Independente do Caique jogar como volante. Eu gosto de jogador assim, versátil. Ele não é fácil. Aquele desequilibrio dele contra o São José. Não conseguir equilibrar a vontade com a frieza. Eu tenho um ditado que decisão e clássico você ganha com coração quente e cabeça fria", afirmou.

Outros trechos da entrevista do técnico do Paysandu ao OLiberal.com:

SALÁRIOS

Eu não vejo você ter uma semana, dez dias, no futebol brasileiro como atraso. Esse fato não existe dentro do Paysandu. Nós não temos motivo nenhum em relação as condições que o Paysandu nos oferece. E uma das condições são os salários. As dificuldades que o Paysandu tem, todo mundo tem. O Paysandu não é um Fluminense que deve cinco meses de imagem. O Paysandu não deixa atravessar um mês. E há o olho no olho. Nós temos o Mauricio (vice-presidente do Paysandu) que articula a parte financeira. Ele foi lá e conversou com os jogadores. Quando eu vim para cá, me colocaram todas as condições do clube e não há problema interno que nos atrapalhe. 

CONTRATAÇÕES

Paysandu tem condição de luta, de buscar (contratações). Acho que o presidente autorizou duas contratações agora (segunda-feira). Estava dependendo dele para assinar. Felipe não faz nada sem autorização do presidente. Um é lateral. Eu penso no atacante de beirada e no segundo volante. Pode ser até que a gente segure um pouco o lateral. O Bruno Oliveira não foi tão ruim quanto a gente esperava. Quando vejo ele estava lá no vestiário. E eu falei com ele, mas foi artroscopia. Então tem a possibilidade do beirada e do segundo volante. 

PIMENTINHA

Eu tive uma conversa franca com Pimentinha. O Pimentinha está sendo profissional. Ele atravessou um pequeno problema pessoal com a esposa, que precisou fazer intervenção cirúrgica, coincidiu com uma pequena contusão, na qual precisou fazer ressonância. E veio a conversa de que ele queria sair. Realmente o executivo nos comunicou e eu deixei. A partir do momento que o Felipe conversou com ele e estava resolvido, eu entrei. Eu tive conversa franca com ele. Eu coloquei ele para jogar o Re-Pa. Neste momento não tenho equilíbrio de equipe para começar a partida com Pimentinha e Elielton, por exemplo. Acho que não cabe. Nós apresentamos uma fragilidade muito grande. Até porque o coletivo é tudo. 

SÉRIE C

Eu não vim para a terceira divisão, eu vim para o Paysandu. Paysandu não é da terceira divisão. O Paysandu está agora aqui. Mas é muito grande. Aconteceu isso comigo no Goiás. Eu fui contratado para tirar o Goiás da situação que estava. Eu tenho um prêmio no meu contrato com o Paysandu para subir. Pode ate diminuir o meu salário, mas tenho um prêmio para subir o Paysandu. Porque não vim para mantê-lo na Série C. 

TORCIDA

Uma das coisas mais importantes do nosso jogo ontem (domingo) foi o nosso torcedor. E eu peço que encha a Curuzu e envolva o time. Se der 15 mil pessoas eu serei um treinador muito feliz e as coisas ficam bem emocionantes em todos os sentidos. (A entrevista completa está disponível no vídeo acima)

O Paysandu enfrenta o Ypiranga, às 20 horas, na Curuzu, pela 10ª rodada da Série C. O jogo vai ter a transmissão no Lance a Lance de OLiberal.com.

O técnico do Paysandu participou na noite desta segunda-feira de uma entrevista no portal OLiberal.com. Confira:

 

Paysandu
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