Paysandu: colombiano Bocanegra revela ajuda em adaptação de Robert Henández ao futebol brasileiro

Zagueiro de 33 anos tem no currículo passagens por outros três clubes do país, fala português fluentemente e conta cotidiano com novo companheiro venezuelano

Pedro Cruz

Oswaldo Henríquez Bocanegra é o segundo dos três estrangeiros contratados pelo Paysandu a conceder entrevistar coletiva. O zagueiro colombiano de 33 anos terá sua quarta experiência no futebol brasileiro, a primeira na região Norte - antes, passou por Sport-PE (2016 a 2018), Vasco-RJ (2018 e 2019) e Criciúma-SC (2022). O retrospecto no futebol canarinho o faz ser, também, uma referência a outro estrangeiro, o meia Robert Hernández, que, aos 29 anos, está jogando pela primeira vez fora da Venezuela.

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A intenção de Bocanegra é acelerar o processo de entrosamento e adaptação do venezuelano a Belém. "Tivemos algumas conversas, no dia a dia, de fazer o atleta entrar rapidamente na convivência. A convivência é importante, o extracampo, que vai permitir que a gente entender a características do jogo do Hernández dentro do campo. Sei que ele já se entrosou bem nas primeiras semanas de treinamento aqui no Paysandu e, agora, é simplesmente ser um só. Nós, como estrangeiros, tentamos ser uma família só, tanto brasileiros como estrangeiros somos uma família só. A ideia é de que sejamos um grupo, que não tenha diferença nenhuma, sendo do país ou não", contou o defensor, que é fluente em português.

Após anos no Milionários-COL e algumas temporadas no México, Henríquez Bocanegra chegou ao Brasil pela primeira vez em 2016, para jogar no Sport Recife. O destaque no time pernambucano o fez desembarcar em São Januário em 2018. Mas, de 2020 a 2022 ele rodou: voltou para a Colômbia para jogar no Deportivo Pasto, teve uma breve passagem pelo futebol de Israel e depois mais duas temporadas no Rio Negro Águilas-COL até chegar ao Criciúma. A volta ao Brasil, mesmo que para disputar a Série C, é vista com empolgação pelo zagueiro.

"Já foram cinco/seis temporadas, aproximadamente. Nos times em que passei a aprendizagem foi muito alta, tenho admiração total pelo futebol brasileiro, pela imagem que todo mundo sabe que tem em nível latino-americano, é internacional. Então considero a minha experiência no Brasil como muito positiva", avalia Bocanegra.

Veja a entrevista completa de Bocanegra

Por fim, durante a apresentação, Henríquez Bocanegra apresentou suas credenciais. O colombiano almeja acrescentar não apenas de maneira técnica, mas também no emocional e no psicológico do elenco bicolor.

"Experiência e liderança, a comunicação dentro do jogo, tentar orientar os meus companheiros e a fortaleza que consigo formar pela minha postura e estilo de jogo. Essas são minhas principais características. Depois, sou um cara 'servidor', que gosta de ser solidário dentro do campo, ajudar meus companheiros, incentivar muito. Muitas vezes, quando as coisas não estão saindo do jeito que a gente quer, é aí que eu tento sempre dar uma moral aos meus companheiros. Sei que o Paysandu vem lutando há vários anos com a ideia do acesso e acho que é importante sempre ter atletas que incentivem a ser otimista, que incentivem na esperança, na motivação. Essa é minha fortaleza", concluiu.

Bocanegra está com a delegação alviceleste na etapa de pré-temporada que está sendo realizada em Barcarena desde o último dia 9. O Papão irá realizar um amistoso no próximo domingo, o único antes da estreia no Campeonato Paraense, que será no dia 22 de janeiro, contra o Bragantino, na Curuzu. Na tabela atual a partida está prevista para às 17h, mas a diretoria do Bicola já solicitou a alteração para às 10h da manhã.

Paysandu
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