La Bombonera 20 anos: ídolos do Paysandu relembram vitória histórica sobre o Boca Juniors Para relembrar um dos momentos mais importantes da história do Paysandu, O Liberal conversou com dois titulares do jogo: Ronaldo Willis e Ricardo Lecheva Andre Gomes 30.04.23 8h00 Há 20 anos, Lecheva e Ronaldo estavam em campo na vitória do Paysandu sobre o Boca Juniors na La Bombonera, pela Copa Libertadores de 2003 (Ivan Duarte/O Liberal) Uma das datas mais importantes do futebol paraense completou 20 anos no último dia 24 de abril. Nesta data, no ano de 2003, o Paysandu fazia história ao derrotar o poderoso Boca Juniors, por 1 a 0, gol de Iarley, em plena La Bombonera. Para relembrar este épico bicolor, a equipe de O Liberal conversou com dois nomes importantes do feito: os ídolos do clube Ronaldo, ex-goleiro, e Lecheva, ex-volante. Ambos foram titulares daquele encontro e relembraram a partida: "É consenso que ninguém queria pegar o Boca Juniors logo nesta primeira fase [do mata-mata]. Mas ao mesmo tempo, víamos uma oportunidade muito grande de expandir não só os nossos nomes, mas levar também o nome do clube a nível internacional. Estaríamos enfrentando o time mais temido da Libertadores", explicou Lecheva, hoje coordenador do clube. Lecheva e Ronaldo relembram jogo na Bombonera: Como o Paysandu chegou Após uma fase de grupos quase perfeita, o Paysandu terminou com a terceira melhor campanha no geral e logo se candidatou a surpresa. Porém, duas semanas antes do encontro com o Boca, o Paysandu teve um baque, o que fez, segundo Ronaldo, que os argentinos olhassem com certo desdém para o rival dos Xeneizes. "Bem antes do jogo, sentimos muita coisa em relação a um suposto menosprezo. As próprias reportagens lá da Argentina. Alguns depoimentos de jogadores. A gente saiu para lá, depois que fizemos um jogo contra o Corinthians em que perdemos por 6 a 1. A visão que eles tinham era desse jogo contra o Corinthians. A gente leu muita coisados próprios jogadores, perguntavam quanto ia ser o placar e falavam que ia ser de seis", contou. Lecheva em disputa de bola com o meia Matías Donnet, destaque do Boca (Daniel Garcia / AFP) Para superar o descaso dos rivais, além de se preparar para o ambiente de pressão que o caldeira que a Bombonera impõe aos visitantes, o Paysandu foi ao campo de jogo reconhecer o gramado. O detalhe foi o som ambiente que a torcida faz nos jogos do Boca, para que os bicolores pudessem se acostumar desde já com todo o clima que estava por vir. A partida Foi então que veio a partida e, como esperado, os então tetracampeões da Liberta foram para cima do Paysandu. No entanto, os paraenses, que chegaram tão longe não apenas pela tática do técnico Dario Pereyra ou pela técnica dos jogadores, mas pela vontade de fazer história, também buscavam o gol e o obrigaram o goleiro Pato Abbondanzieri a trabalhar. Paysandu ganhou na La Bombonera com a presença de Maradona (Reprodução) No entanto, o Papão sofreu dois baques, antes do momento que todos se recordam. Primeiro, o atacante Robgol foi expulso aos 20 de jogo, após confusão com o lateral Clemente Rodríguez (que também foi expulso). Já no segundo tempo, antes dos 10, foi a vez de Vanderson ir mais cedo para o vestiário, após uma cotovelada em Schelotto. "O fato de ter ficado com dois jogadores a menos, o que contou muito [para sair com a vitória] foi o lado maduro da nossa equipe. Jogadores muito experientes, que já tinham jogado a Libertadores: o Tinho, o Rodrigo. Então aquele momento contou muito para a forma como a gente conduziu", relatou Ronaldo. Com um a menos, o Paysandu buscou se defender mais, enquanto o Boca buscava nas jogadas aéreas abrir o marcador. Porém, o sistema defensivo bicolor, especialmente pela participação do volante Sandro Goiano, foi essencial para que os Xeneizes pouco sucesso tivessem com esta arma. O gol Foi então que, aos 23 da etapa final, o momento chegou. Mesmo com nove em campo, o Paysandu achou um contra- ataque, quando Jorginho achou Luis Fernando livre, que passou para Sandro Goiano, no meio. Ele carregou até puxar a marcação e dar para Iarley na área. O atacante enfrentou a marcação, puxou para a direita e bateu no canto direito de Pato. "Antes do Iarley fazer o gol, com a saída do Vanderson, era óbvio que a gente ia jogar por uma bola. A preocupação era não levar o gol. Um 0 a 0 seria um resultado que podia ser revertido aqui. Mas o que tínhamos em mente era se defender bem, de uma maneira forte de encontrar espaço e foi aí que realmente entrou o Iarley, com personalidade. A gente procurava que a bola chegasse nele, para que a saíssemos lá de trás e respirássemos. Ele cadenciava, sofria falta e nos tirou de um momento complicado", relembrou Ronaldo. Iarley fez o gol da vitória histórica do Paysandu na Libertadores disnte do Boca, dentro da La Bombonera (Daniel Garcia/AFP) Sentimento agridoce Com Iarley fazendo alvoroço, por vezes sozinho, na defesa do Boca e o time da casa sem conseguir chegar ao empate, o Paysandu conseguiu arrancar a vitória épica. No entanto, a eliminação no jogo da volta - papo para outro momento -, no Mangueirão, ainda frustra, mesmo que ninguém possa apagar o tamanho da história escrita pelo Papão. "Nossa equipe era muito consciente de onde poderia chegar. Até por isso fica uma frustração grande pois se passássemos, tínhamos chances muito reais de sermos campeões da Libertadores. E agora estamos falando de uma campanha muito boa, uma vitória épica, imagina se tivéssemos chegado na final da Libertadores", concluiu Lecheva. 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