Hélio dos Anjos cobra reforços e pede posicionamento da diretoria: 'enquanto estiver no comando será do meu jeito'

Treinador falou sobre a situação de atuar apenas com três zagueiros no elenco

Redação Intregrada

Os três pontos conquistados diante do Imperatriz-MA na Curuzu aliviaram o Paysandu na tabela, porém internamente o clube não vive uma “calmaria”, mesmo com a conquista do título estadual. Isso ficou claro nas palavras do técnico Hélio dos Anjos, que não gostou da forma como foi tratado nesta semana.

O treinador reclamou do momento difícil que viveu no clube, cobrou postura da diretoria do Paysandu e pediu a contratações de forma urgente para o setor defensivo.

“Teremos que continuar ganhando, pois a derrota possui uma dimensão muito grande quando não conseguimos a atuação verdadeira que o time têm condições. A responsabilidade é minha, assumo derrotas, erros, jogadores que não estão bem e isso faz parte do meu trabalho, mas não me sinto confortável com uma pressão pesada, com dias difíceis aqui, não acho legal. O clube precisa tomar posições e no momento em que não tiver satisfeito com o meu trabalho tem que tomar decisões e não passei semanas confortáveis aqui. Fomos campeões no domingo, perdemos o jogo na quarta e as coisas não foram legais. Não gostei e falo isso publicamente pois eu senti o peso. Sou uma pessoa que jogo limpo, agora friso, enquanto eu estiver no clube que me contrata as coisas vão ser do meu jeito. Agora não acho legal, o clube sabe há um ano e quatro meses com quem está trabalhando”, disse.

CONTRATAÇÕES

O treinador falou sobre as contratações que o elenco necessita, citou o executivo de futebol Felipe Albuquerque e comentou a pressão interna que vem passando no clube alviceslete.

“O Felipe Albuquerque está aqui na minha frente. Segunda-feira eu conversei sobre zagueiro, quarta eu perdi o jogo e aí não se fala mais em contratação? Ai tenho que ter dois zagueiros já que o Wesley está contundido e não é uma contusão simples. Não gosto desse tipo de situação e sou muito honesto, não fiquei satisfeito, não foi legal”, desabafou.

NICOLAS

O atacante e artilheiro do Paysandu na temporada era dúvida para a partida contra o Cavalo de Aço, mas o jogador entrou em campo no sacrifício, pediu para atuar e voltou a marcar com a camisa do Papão.

“Eu gosto de pressão, eu cheguei ao Paysandu consciente disso, não gosto de clube que não tem pressão. O momento no clube não ficou legal depois de quarta e o Nicolas só jogou hoje pois ele pediu e até às 16h30 queriam tirar ele de todo jeito da partida. O jogador foi muito consciente de que podia nos ajudar. Agradeci ao Nicolas ao intervalo, eu não entrei em atrito com o departamento médico, fiquei na minha, ele cumpriu muito bem o primeiro tempo e depois o tiramos e graças a Deus as coisas seguiram bem”, salientou.

AINDA PRECISA MELHORAR 

A maratona de jogos vivida pelo Paysandu com partidas quarta e domingo vai diminuir e com isso as chances de evolução aumentam, principalmente com a diminuição de casos de contusão. Hélio projeta a partida contra o Ferroviário-CE, mas conhece as limitações da equipe e afirma que o time precisa de uma sequência de jogos convincentes.

“Estou dando agora 36 horas de folga aos meus jogadores que irão se reapresentar só na segunda à tarde. Vamos enfrentar o Ferroviário, equipe que faz valer o mando de campo, que tem qualidade e acredito que nada está readquirido. Ainda não readquirimos nossa real condição, precisamos ainda de dois ou três jogos convincentes para estarmos novamente dentro daquilo necessário para o Paysandu disputar mais uma vez uma vaga”, finalizou.

Paysandu
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