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Piloto do Remo é um dos poucos representantes do Pará no automobilismo

Correndo em um dos maiores campeonatos do Brasil, Augusto Santin pode ser campeão do Campeonato

O Liberal

Misturando o futebol e o automobilismo, Augusto Santin leva o nome do Remo e do Pará para correrem junto com ele nas pistas de São Paulo. Paraense "desde os 11 anos", o piloto tem hoje 47 e corre há quatro em uma das maiores competições da categoria de monoposto do mundo, a Fórmula Vee, e com títulos na bagagem.

Augusto Santin é um dos principais representantes do Estado. Mesmo tendo nascido no Paraná, um dos seus maiores orgulhos é levar o nome do Pará junto com ele. Hoje liderando o Campeonato Paulista e o Master - para pilotos acima de 40 anos - o piloto do Remo segue para o sonho de ser campeão do torneio e, a partir daí, tentar outras categorias. 

Augusto Santin comemora vitória com o filho (Fernando Santos/FVee)

Conheça um pouco da história do piloto

 

Qual foi a sua motivação para começar a praticar?
Desde criança sempre fui apaixonado por carros. Com 10 anos já fuçava tudo no carro do meu pai, aprendi a carro dirigir muito cedo. A minha motivação maior foi pelas vitórias do Nelson Piquet nos anos 80. Depois com o Ayrton Senna, então, eu sempre quis ser piloto, era um sonho de criança. Mas que a gente não podia realizar por questões financeiras, já residia aqui em Belém, não tinha uma praça de desporto, um kartódromo, não tem a cultura do automobilismo aqui no Pará e aí isso foi ficando guardado dentro de mim.

O começo no automobilismo...
Eu comecei tarde para um atleta. Mas eu também sempre digo que não é a idade e sim a motivação que vai fazer o campeão. Eu comecei com 21 anos no Campeonato Paraense de Kart, em 1995, em Castanhal. Através de amigos que já competiram e eu fiz um esforço, juntei o dinheiro que eu tinha para comprar o primeiro kart e ir competir. Mas não fiquei muito tempo, só dois anos e meio. Devido à falta de incentivo e de apoio, de patrocínio e questões financeiras. Eu realmente parei e só retornei ao esporte em 2011, com alguns amigos quando retomamos as atividades do kart no Pará.

Começamos a organizar os Campeonatos de Kart aqui no Pará até 2015, nesse ano eu fui campeão da Copa Norte de Kart, na categoria novatos. E aí eu já achava que não dá para ficar a vida inteira só no kart, eu tinha um sonho maior que era correr em Interlagos, em São Paulo. Fui convidado por um amigo paraense, Osvaldo Ferreira, que também é piloto de kart, para disputar em Brasília uma prova conhecida como '6 horas de Brasília'. Eu vi que eu não ia mais parar com isso porque eu gosto muito e lá eu conheci pilotos de renome nacional do automobilismo, como o Felipe Nasr, que era piloto da Fórmula 1. Em 2017 marquei um treino na Fórmula Vee e a partir desse dia eu nunca mais parei de correr. 

Como surgiu a parceria com o Remo?
Eu sou torcedor do Remo, sou apaixonado pelo clube. A parceria surgiu com um convite de Paulo César (ex-diretor do clube) para integrar um departamento novo do Remo, ou seja, o clube ia me apoiar com o marketing de piloto do time, levar o escudo do Remo nas pistas. E eu topei. O departamento abraçou a ideia. E sou piloto do Leão com muito orgulho. 

Como é para você levar o nome do Pará? 
Eu levo o nome do Pará com muito orgulho, não só para São Paulo, mas para todo o Brasil. Eu tento levar e mostrar uma outra ideia do nosso Estado, que tem seus problemas assim como todos os outros, mas que a gente tem aqui uma cultura forte e que nós somos guerreiros. O Pará está aberto para todo mundo que venha conhecer as nossas riquezas. É uma das coisas que eu mais tento difundir através do automobilismo: mostrar o nosso estado para o Brasil. 

(Aila Beatriz Inete, estagiária, sob supervisão de Pedro Cruz, coordenador do Núcleo de Esportes)

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