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Mais que estatísticas, números candidatam Novak Djokovic aos status de melhor de todos os tempos

Tenista sérvio é uma lenda do esporte e ainda tem lenha para queimar

Andre Gomes

No último fim de semana, o conto de fadas que tem sido a carreira de um dos maiores esportistas da história teve continuidade em Paris, na França. O tenista sérvio Novak Djokovic conquistou pela segunda vez o Roland Garros - um dos quatro principais torneios da modalidade, os chamados Grand Slams -, ao bater o grego Stefanos Tsitsipas, por 3 sets a 2, de virada.

Atual número um do ranking mundial, Djokovic chegou ao 19° título de Grand Slam da carreira. O sérvio está a apenas um de alcançar os recordistas, o espanhol Rafael Nadal e o suíço Roger Federer. A questão no meio do tênis não é se, mas quando Djokovic, mais novo (34 anos) e fisicamente mais fresco, superará os dois rivais, seja pela proximidade do fim da carreira de um (caso de Federer) ou pelos problemas físicos do outro (Nadal).

Novak Djokovic começou a carreira, profissionalmente, com apenas 16 anos (Joel Marklund / AELTC)

Talento precoce

O tênis ainda vivia a dominância dos suécos Stefan Edberg e Mats Wilander e do tchecoeslovaco Ivan Lendl, a modalidade ainda não havia tido um boom no Brasil e a Sérvia ainda fazia parte da Iugoslávia quando em 22 de maio de 1987, nascia Novak Djokavic, em Belgrado.

“Eu quero a mesma coisa que queria desde que tinha sete anos de idade. Eu quero ser número um”. A frase de Djokovic, dita após a sua ascensão, no final dos anos 2000, deixava bem claro o objetivo do tenista desde muito cedo.

Novak Djokovic começou a praticar tênis quando tinha somente quatro anos. O talento logo começou a aparecer. Tanto que a compatriota e ex-tenista Jelena Genčić, que se tornou uma espécie de caça talentos depois do fim carreira, descobriu Djokovic, quando ele tinha 12 anos, e o levou para treinar com o ex-número 6 do mundo Nikola Pilić, na Alemanha.

Djoko se intrometeu na rivalidade de Rafael Nadal e Roger Federer (Andrew Couldridge / Reuters)

Os primeiros títulos

Ao longo da caminhada até a profissionalização, em 2003 (com apenas 16 anos), Novak Djokovic acompanhou o período de sucesso do seu ídolo no tênis: o norte-americano Pete Sampras, com quem o sérvio viria a empatar (14 troféus) em Grand Slams em 2018.

Em 2006, quatro anos depois da aposentadoria de Sampras, Novak Djokovic conquistou o primeiro título da carreira, no circuito da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), em Amersfoort, na Holanda. Porém, a consagração viria mesmo em 2008, quando venceu seu primeiro torneio de Grand Slam, o Australian Open. Djokovic derrotou o francês Jo-Wilfried Tsonga por 3 sets a 1 na final.

Sérvio vem estabelecendo recorde atrás de recorde (Divulgação)

Status de lenda

Desde então, Novak Djokovic passou a se intrometer na férrea rivalidade entre Rafael Nadal e Roger Federer, que duelavam não apenas pelos status de número um de suas eras, mas de todos os tempos. A partir de 2011, Djokovic conquistou nada menos que 18 dos seus 19 troféus de Grand Slam. 

Não satisfeito, o sérvio a cada ano que passa bate recorde atrás de recorde. Desde 4 de julho de 2011, quando chegou à liderança do ranking pela primeira vez, Novak Djokovic esteve na ponta da tabela em cinco oportunidades no total.

Mesmo com a pandemia da covid-19, em que não foram contados entre o ranking não foi contado entre os dias 23 de março e 23 de agosto, Djokovic estabeleceu um recorde de 325 semanas como número um do mundo.

Novak Djokovic também é uma lenda do Australian Open: são nove títulos do primeiro Grand Slam do ano, recorde da história do torneio. Números que mais que estatísticas transformam o sérvio em um campeão e candidato ao posto de melhor de todos os tempos do tênis.

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