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Prestes a lançar um livro, ex-jogador de basquete do Paysandu fala do cenário da modalidade no Pará

Paulo Seráfico avaliou o que pode ser feito para que o basquete volte a ser potencializado aqui no Pará

Aila Beatriz Inete

O basquete paraense não vive uma boa fase. Oficialmente, a modalidade é movimentada apenas pelo Campeonato Paraense, que nos últimos anos tem sido disputado apenas pelas equipes de Remo e Paysandu. Mas a modalidade já viveu uma “época de ouro”, entre as décadas de 1960 e 1970, por exemplo. O ex-jogador Paulo Seráfico, que foi ala e armador do time bicolor, viveu bem esse momento. 

Paulo Seráfico conquistou diversos títulos com o Paysandu, incluindo o bicampeonato de 1974 e 1975 e vivenciou muitos momentos marcantes na modalidade aqui no Pará. 

Além do basquete, ele também jogou os outros esportes de quadras: futebol de salão, onde foi campeão juvenil pelo Remo em 1970, handebol, em que conquistou o bicampeonato pelo Papão, e o vôlei. 

Assim, o ex-jogador decidiu registrar em um livro as suas memórias esportivas, que cultivou em 54 anos de carreira. 

Por isso, a equipe de Esportes de OLiberal.com conversou com o ídolo bicolor do basquete para saber como ele vê o atual momento da modalidade no estado e sobre as expectativas de melhoras para o esporte. Confira: 

OLiberal: Hoje, o cenário do basquete paraense não é das melhores. O que influenciou essa perda de qualidade da modalidade aqui no estado?

Paulo Seráfico: Nós temos que ver que são tempos bastantes diferentes, naquela época nós tínhamos equipes dentro de quadra e equipes de dirigentes e colaboradores fora, dando uma sustentação financeira e logística. Hoje em dia não, as coisas são muito mais difíceis. Então, os clubes, todos os segmentos do basquete, precisam se unir para trabalhar para o basquete, para o desenvolvimento do esporte em si, e depois pensar em ser campeões. 

OL: A gente sempre vê o senhor em competições amadoras aqui no estado. Como o Campeonato Paraense de basquete Master? Como funcionam essas organizações de torneios aqui no estado? 

PS: Em 1° de julho de 1997 eu e outros companheiros fundamos a Associação Paraense de Basquetebol Master, existem 37 associações no Brasil todo, hoje nós temos 115 associados, fizemos 25 anos, e anualmente realizamos dois torneios internos. No primeiro semestre ocorre o torneio Cidade de Belém, que serve como preparativo de nossas equipes para participarem dos campeonatos norte/nordeste. Já o do segundo semestre, é preparatório para o Campeonato Brasileiro Master. 

OL: O que o senhor acha que deve ser feito para que o basquete paraense possa recuperar a força? 

PS: Se sabe que para todo esporte o incentivo financeiro é fundamental. A gente ver o governo patrocinando o futebol, então poderia haver um convênio da federação com a Secretaria de esporte, para que acesse uma parte financeira vinda do governo para o basquete e, com certeza, isso iria estimular que outras equipes, como a Tuna Luso Brasileira, que já foi muito grande, voltassem a entrar no Campeonato Paraense de basquetebol. A federação já está fazendo um trabalho trazendo treinadores, árbitros de fora para dar cursos aqui, já é um bom início. Acredito que em pouco tempo poderemos ter o melhor nível do basquetebol paraense.  

OL: O senhor também está prestes a lançar um livro, certo? Podes falar um pouco sobre ele? 

PS: Com a pandemia, afastado do emprego, para preencher o tempo, e relembrar alguns momentos, quando a memória faltar, resolvi colocar no papel o que lembrava dos meus 54 anos de vida esportiva. E comecei a anotar, sem a mínima pretensão de fazer um livro. Depois da 14 página, eu resolvi colocar fotos e recortes de jornais para no final imprimir, colocar espiral e guardar. Minha família, irmãos, me incentivaram a fazer um livro. Uns amigos me ajudaram a patrocinar e a coisa fluiu, A pretensão não era fazer o livro e sim ter algo para quando a memória me faltasse Não sei se será do agrado de quem for ler, mas com certeza, irá me ajudar a relembrar ótimos momentos de minha vida esportiva.

OL: Que momento relatado no seu livro o senhor destacaria como o mais marcante da sua carreira? 

PS: Vou lhe contar a "Cereja do Bolo”. O nome é porque na decisão do Campeonato de Basquetebol adulto de 1975, o Remo estava na frente do placar, ganhando por um ponto, até os segundos finais. Quando faltavam dois segundos, sofri uma falta, que me deu direito de cobrar dois lances livres. Converti os dois e o Paysandu foi bicampeão. Esse feito  marcou meu nome no basquete e no esporte paraense. Até hoje não houve outra decisão nesse nível de emoção.

Serviço

Lançamento do Livro “00:02 Segundos 54 anos de vida esportiva”

Data: 11 de setembro

Local: Ginásio do Paysandu

(Aila Beatriz Inete, estagiária, sob supervisão de Pedro Cruz, coordenador do Núcleo de Esportes)

 

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