Polícia Civil prende ex-presidente do Santos por tráfico e crimes contra administração pública; veja

O ex-dirigente do Peixe foi detido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo

Luiz Guilherme Ramos
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Orlando Rollo, ex presidente do Santos, foi preso na manhã desta sexta-feira, em casa, no litoral paulista, por uma equipe do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas e crimes contra a administração pública. 

Logo nas primeiras horas do dia, os policiais foram às ruas cumprir seis mandados de prisão, quatro deles destinados a policiais civis, incluindo Rollo. Ele foi conduzido para a Corregedoria da Polícia Civil, em Santos. Além da PC, as investigações contam com agentes da Polícia Federal e correm em segredo de justiça.

Orlando candidatou-se ao cargo de vice-presidente do Santos, em chapa encabeçada por José Carlos Peres. Ambos saíram vitoriosos em 2017 e três anos depois ele assumiu o cargo, após um processo de impeachment. A partir daí, foram três meses no cargo, marcados por polêmicas, até ser sucedido por Adres Rueda, vencedor das eleições realizadas em dezembro de 2020. 

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Presidente do Santos e polêmica em "Caso Robinho"

No período em que ficou no comando do Peixe, cerca de 100 dias, Orlando Rollo envolveu-se num imbróglio que custou caro ao clube. Em outubro de 2020, o então presidente anunciou o retorno de Robinho, após ele ser condenado à prisão na Itália, por "violência sexual em grupo" contra de uma jovem em uma boate de Milão, no ano de 2013. 

A decisão da justiça foi em 1ª instância e o atleta recorreu, tendo a simpatia do presidente santista, que acreditava na inocência do atacante, mas a própria justiça manteve a pena. A partir de então, o Santos foi perdendo patrocinadores, que não aceitavam a presença de um atleta conddenado por estupro. 

A Orthopride, empresa de ortodontia que patrocinava o clube, rompeu o contrato, além de outros parceiros comerciais. Com a pressão externa, o clube suspendeu o vínculo com Robinho e o jogador, criado no próprio Santos, acabou não vestindo a camisa do clube. 

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