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Jogadores de Remo e Paysandu falam da relação com suas mães

Elyeser, do Paysandu, passará a data longe da mãe; enquanto Marlon, do Remo, mora com a sua

Fabio Will , Andreia Espírito Santo

Para os jogadores, o Dia das Mães é comemorado, quase sempre, longe da mulher mais importante da vida deles. Isso ocorre quando há jogo, precisando concentrar, ou se eles trabalham em times localizados longe da cidade natal. Neste domingo, a história vai se repetir. Quatro times vão disputar a semifinal do Campeonato Paraense.

O Castanhal enfrenta o Paysandu e a Tuna confronta o Remo no primeiro jogo em busca de uma vaga na final.

A reportagem de O Liberal conta a história de dois jogadores e das mães deles. Os escolhidos foram o volante Elyeser, do Paysandu, e o lateral esquerdo Marlon, do Remo. 

PAYSANDU 

O volante Elyeser, de 30 anos, saiu de casa com 12 anos para seguir o sonho de ser jogador de futebol, sempre com o apoio da mãe, dona Marluce Maciel da Silva, de 66 anos. Nascido em Abaetetuba (PA), o jogador foi contratado pelo Paysandu para a temporada 2021. É a primeira vez que ele joga em um time paraense. Ele conta como foi voltar a terra natal e como foi a recepção da família, em especial, da mãe. 

Elyeser , do Paysandu, mesmo quando está concentrado, não deixa de se comunicar com a mãe, Marluce Maciel, através de vídeos (Cláudio Pinheiro/O Liberal)

"Nossa relação sempre foi muito boa. Minha mãe tem um coração bom. Uma das pessoas mais importantes da minha vida. Eu peço conselho, é coluna de oração, uma mulher sábia, tenho ela como exemplo importante na minha vida. Ficou muito feliz. Porque saí de casa com 12 anos e ela nunca viu o filho atuar perto dela. Sempre quando ia me visitar nas cidades onde morava que ela via um pouco da minha história e rotina. Para ela está sendo uma sensação boa e vendo notícias todos os dias. Isso para mim é motivo de muita alegria", comenta. 

TROCA DE CLUBE

A história do amor de dona Marluce pelo filho foi além. Elyeser conta que a família inteira, exceto a mãe, é de torcedores do Paysandu. Dona Marluce tinha uma simpatia pelo maior rival do bicola, o Clube do Remo. No entanto, ela mudou de lado quando Elyeser foi contratado pelo Paysandu.

"É até uma situação um pouco engraçada. Toda a minha família torce para o Paysandu e minha mãe tinha uma simpatia pelo Remo. Só porque depois que eu fui contratado ela começou a me pedir uma camisa. Começou a vibrar na frente da tv nos jogos. Eu falei então que o coração deveria ser azul celeste, que estava na hora de mudar. Foi então que ela mandou mensagem e disse que por causa de mim ela iria torcer para o Paysandu e mudar de camisa", relata. 

FELICIDADE

Dona Marluce relata que ao saber do retorno do filho ao Pará ficou muito feliz. Ela diz que apoiou o filho do início ao fim e mudou o coração de azul escuro para o celeste. 

"Procuro entender o lado profissional dele e nos comunicamos por vídeo quando ele não está presente. Fiquei muito feliz pela contratação do meu filho, para mim é uma honra depois de ter passado por vários clubes fora e estar de volta ao Pará, ainda mais sendo no clube do coração de toda a família. É um privilégio, estou muito feliz e visto hoje a camisa com muito orgulho em todos os jogos para apoiar meu filho e meu esposo. Meu coração hoje é azul celeste", conta, sorridente, a mãe do volante. 

HOMENAGEM 

Neste domingo, Elyeser não vai estar perto da mãe, pelo menos no almoço, algo tradicional do dia. O Paysandu entra em campo às 15h30 e o jogador vai estar concentrado até o horário do confronto. Mas ele conta que vai dar um jeito de homenageá-la. 

"No futebol a gente sabe que há muitas concentrações, viagens e jogos. E ela sabe que meu maior objetivo é conquistar esse título e nós falamos sobre isso. Ela entendeu perfeitamente por eu não estar no dia com ela. Só que logo pela manhã vou fazer uma chamada de vídeo porque quero desejar feliz dia das mães porque ela é muito especial para mim. Claro que eu espero que neste domingo eu possa ter a sorte e oportunidade de fazer mais um gol e quero desejar para ela e todas as mães bicolores do Pará e do Brasil. Espero que a oportunidade aconteça para que no domingo todas as mães estejam felizes", comenta. 

REMO

O domingo das mães é um dia especial na família do jogador Marlon, do Clube do Remo. Depois de anos longe de Belém, a família Farias enfim terá um Dia das Mães recheado de carinho, amor e gratidão. Marlon, de 35 anos, paraense e que há anos atuava longe de Belém, hoje terá a felicidade de abraçar e passar a data com a Dona Socorro Farias.

Marlon, do Remo, mora com a mãe, Socorro Farias, na Vila de Icoaraci e hoje vai almoçar com com a família, já que o Remo joga às 10 horas (Cláudio Pinheiro / O Liberal)

De origem humilde e criado em Icoaraci, Marlon sempre teve o sonho de dar um conforto à sua mãe e familiares e hoje, com a carreira já consolidada, mostra que valeu o esforço e acreditar em um futuro melhor.

“Esse ano será especial. Passei tanto tempo longe de Belém, voltei e vou passar o dia das mães junto dela, não tem coisa mais gratificante que isso, estar perto dela, com a sua família e eu sou uma pessoa privilegiada. Minha mãe é tudo para mim, sempre esteve do meu lado eu só tenho orgulho dela, pois o pouco que ela tinha, sempre procurou dar sempre o melhor para minha irmã e para mim”, disse.
A REALIDADE
Marlon sempre lutou para ter o seu espaço, dentro e fora de campo. O sonho de ter uma casa própria virou realidade e hoje o jogador vive com a família no mesmo bairro de Icoaraci.

“Tenho muito orgulho de falar para todos que tenho minha casa própria, minha mãe mora comigo, temos uma casa bonita, onde posso dar um conforto melhor, pois sei tudo que ela passou. Me sinto orgulhoso e feliz por ter minha mãe ao meu lado. Ela que sempre foi o meu principal incentivo no futebol, ajudou, torceu por mim em todos os clubes. Minha avó também me incentivou bastante, mas infelizmente perdemos ela em 2015”, falou.
ORGULHO DA FAMÍLIA
Dona Socorro Farias se considera uma pessoa realizada. Ter os filhos por perto em uma data tão especial e o momento de pandemia, faz com que o carinho supere as dificuldades.

“Me sinto uma mãe realizada, pois nos últimos anos sempre passei o dia das mães com a minha nora, meus netos e minha filha. Hoje é um privilégio passar esse dia com o meu filho, esse ano é um sonho realizado. Foi um sonho ter a casa própria que realizei com meu filho e família. Sou realizada por tudo que conquistamos e agradeço a Deus por isso”, comentou.

RECADO
Ser mãe de jogador de futebol é complicado, filho longe, viagens, sem muito contato, a saudade aperta e Dona Socorro relembrou esses momentos e deixou um recado para as mamães de atletas.

“Nunca desistam de seus filhos, dando apoio, incentivando como fiz com o Marlon. Sempre me dediquei aos meus filhos, acredite nos sonhos deles, que Deus vai sempre honrar”, finalizou. 

Palavras-chave

Futebol
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