Inspirado no pai e ídolo do Remo nos anos 90, atacante do Santa Rosa se destaca na Segundinha; veja Rogerinho é filho de Rogério Belém, meia que fez sucesso anos 90 e 2000 e hoje trabalha para 'lapidar' novos talentos, entre eles o próprio filho Luiz Guilherme Ramos 17.09.22 15h00 Igor comemora gol contra a equipe do Izabelense, pela Segundinha. (Igor Mota / O Liberal) Na última quarta-feira, o Santa Rosa venceu o Izabelense por 2 a 0, pelo Campeonato Paraense da segunda divisão. Um dos gols da vitória foi marcado pelo atacante Rogerinho, um jovem de 24 anos que traz na bagagem, além do talento, o DNA de um dos grandes ídolos do futebol paraense, especialmente no Remo, na década de 90: o meia Rogério Belém. Rogério Santos Albuquerque começou a carreira no Pinheirense, depois passou pelo Paragominas, Joinville, Botafogo-SP e há três temporadas veste a camisa do Santa Rosa, onde, curiosamente, era treinado pelo pai, que, por ironia do destino, entregou o cargo após a vitória por conta de divergências com a direção do clube. SAIBA MAIS Ex-jogador de Remo e Paysandu relembra travessia e afirma: 'Fiquei com medo de sair e não ser bem aceito' Balão contou como foi a experiência de sair do Remo e ir para o Paysandu. Rogério Belém também deu o relato sobre o assunto. Curado do novo coronavírus, ex-meia do Remo fala sobre o drama enfrentado Rogério Belém foi tratado no hospital de campanha, montado no Hangar, em Belém Ex-jogadores paraenses contam como ganharam o apelido 'Belém' no futebol Marquinho Belém e Rogério Belém foram os entrevistados Rogério, o pai, tem 47 anos e hoje é treinador de futebol. Enquanto atleta, começou no Remo, onde construiu uma carreira vitoriosa, que depois seguiu pelo sudeste, sul, até alcançar as fronteiras mais distantes, passando pela Turquia e Suíça e depois retornando ao Pará, onde ainda jogou no Paysandu, Abaeté, Tuna Luso, Vila Rica e Ananindeua. até começar a carreira de técnico, onde finalmente pôde trabalhar ao lado do filho. Nos três anos em que estiveram no mesmo clube, a relação entre eles se estreitou e hoje Rogerinho se diz mais maduro, contando inclusive com o peso de estar em um clube onde o pai é o treinador. Rogerinho em ação pelo Santa Rosa (Igor Mota / O Liberal) "Nós trabalhamos juntos, mas sabemos dividir. Tem horas que ele chega falando e eu fico calado, sabendo escutar. Nunca teve essa de atrapalhar. Eu sempre me esforcei, dei o máximo, pois, queira ou não, sempre tem aquele olhar de desconfiança por eu ser filho. Será que jogo por isso? Então tenho que dar o meu melhor", define o atacante, que sequer era nascido quando o pai era celebrado como um grande craque do clube do Remo. "Eu vi o meu pai poucas vezes. Eu tenho mais vídeos. Só que eu lembro bastante de sair com ele, ir ao shopping e todo mundo parando para cumprimentar, bater foto, conversar. Eu tenho essa lembrança muito marcante. Hoje em dia eu ando nos lugares e quando falo nele, todo mundo enaltece. Eu trago isso para mim. Tento ser uma melhor pessoa também fora de campo, amigo de todos no grupo". Rogério Belém pela Série B de 2003, contra o Sport Recife (Raimundo Paccó / O Liberal) Mesmo sem ter visto o pai em campo, Rogerinho conheceu a fama que ultrapassou o tempo. Hoje, a experiência do pai serve, principalmente, no direcionamento da carreira, que tradicionalmente, difere das demais atividades profissionais por sua inconstância e 'tempo curto'. Em média, um jogador atua profissionalmente por cerca de 20 anos e nem sempre é fácil sobreviver num universo movido a paixão e pressão, lição bem aprendida com o pai. "Desde o início ele sempre me orientou. Disse que é uma carreira difícil, muitas vezes solitária, com viagens e sem contato com a família. No entanto, ele disse que se é isso que eu quero, vai me apoiar até o fim. Ter a experiência dele ao meu lado nos treinos é maravilhoso. Experiência na Europa, grandes clubes em Belém. Só tem a agregar", ressalta. Estilos diferentes Embora tenha o mesmo sangue, em campo os dois atuam em posições diferentes. Enquanto o filho é centroavante, com estilo de jogo rápido e finalizador, o pai brilhou como meia-atacante, numa época onde grandes craques brotavam com frequência nesta posição. "Nosso jogo é diferente, pois ele é mais aquele meia de ligação, de toque. E eu sou mais finalizador, de jogadas aéreas. Ele sempre me aconselhou a forçar nisso. Eu procuro levar isso comigo, essa característica. Ele me passa e eu procuro transferir para a hora do jogo, tanto que hoje consegui sair com um gol marcado". Enquanto esteve perto do pai, Rogerinho conta que aprendeu muito e hoje se considera um atleta maduro, com um longo caminho pela frente. Mesmo sem ter visto o ídolo nos braços da torcida, após atuações memoráveis nas duas vezes em que passou pelo Clube do Remo (1993 e 1996), ele mostra gratidão pelo companheirismo e aposta num futuro de sucesso, quem sabe com episódios grandiosos, da mesma envergadura que o pai e ídolo. Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave futebol santa rosa rogerinho rogério belém jornal amazônia COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Futebol . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. 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