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Do acesso à elite ao rebaixamento, presidente da Esmac faz balanço da temporada no futebol feminino

Élcio Souza comentou o desempenho da equipe no futebol, problemas extracampo, investimentos e projetos para a próxima temporada

Luiz Guilherme Ramos

Depois de terminar o Campeonato Brasileiro Feminino A1 na 14ª posição, caindo para a Série A2, a Esmac cumpriu um rito breve, porém glorioso para as meninas que jogam futebol no Pará. Atingir o topo do nível técnico, ainda que por uma temporada, foi o suficiente para fazer o ano de 2022 da Esmac um das mais completos de sua história. Em entrevista exclusiva ao Núcleo de Esportes de O Liberal, o presidente do clube fez um resumo da temporada e e projetou os próximos passos do time, para o ano de 2023. 

Tabela de jogos e classificação

A temporada da Esmac começou na disputa do Campeonato Paraense, na qual o clube terminou em terceiro lugar. Na sequência veio a Série A1, onde o time conseguiu acesso ao chegar nas semifinais da Série A2. Em meio a contratações e investimentos no futebol, a campanha na elite não decolou. De acordo com o presidente, a estada foi um aprendizado e tanto. 

"Tivemos alguns percalços e erros no momento em que a equipe chega na Série A1. A Esmac não havia participado disso e não estávamos preparados, até porque somos uma instituição de ensino e não um clube, como o nosso mantenedor sempre falou. Isso demandou muito dinheiro e nos prejudicou bastante, com contratações de fora do estado e outras manutenções internas, entre médicos, fisioterapeutas, todo conjunto da obra. Foi muito caro para uma equipe que não teve apoio", frisa. 

Uma crítica feita pela dirigente é em relação ao apoio governamental. Segundo ele, o clube recebeu um valor mínimo, muito aquém de uma equipe que disputa um campeonato de elite. "O apoio do Banpará foi mínimo, de R$ 50 mil. A diferença é grande pra Remo e Paysandu, que receberam R$ 600 mil pra frente. Eles apoiam equipes de Série C, mas não de Série A, por ser feminino. Esperamos que voltem atrás e apoiem sem discriminação. No entanto, não teremos tanto impacto, mas sim precisaremos diminuir custos, pois o suporte da CBF é mínimo, pagando R$ 10 mil para os jogos. Só com aluguel de estádio era R$ 10 mil no Baenão, fora gandula, arbitragem. Ainda tirávamos dos cofres da Esmac. A CBF também só pensa no masculino", critica. 

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Com o orçamento apertado e muitos compromissos, o clube acabou tendo que administrar problemas nos bastidores, envolvendo diretamente as principais atletas do elenco. Na penúltima partida da Série A1, contra o Corinthians, as jogadores entraram em campo segurando uma faixa com os dizeres  "Futebol feminino não é bagunça. Respeitem suas atletas". Era um sinal claro de que a relação entre clube e atletas não ia bem. No meio do campeonato, algumas atletas acabaram dispensadas, caso da atacante Luciane Baião. Com o clima tenso, o presidente chegou a dizer na época que faltava "gratidão" às atletas.

Sobre o episódio, Elcio disse que serviu de aprendizado. "Fizemos uma reflexão sobre tudo o que fizemos para as atletas. Algumas vieram desde novas, tiveram bolsa, moradia. Pensávamos que essas pessoas seriam gratas, mas não foram. Algumas se envolveram no episódio da faixa, sendo que os salários estão em dia. Tivemos erros de gestão, sim, mas todos os clubes de ponta cometem isso. Não era suficiente para criar essa imagem que elas criaram da diretoria, à família que mantém e abraça o futebol, as atletas, que tinham bolsa desde o Madre Celeste até a Esmac", cita, em relação às instituições de ensino que pertencem à família mantenedora da Esmac, como ponte para os estudos das atletas.

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Passado o problema, o dirigente entende que é hora de começar a pensar no futebol do ano que vem, ainda sem nomes definidos para a comissão técnica. Entre as jogadores, algumas devem permanecer e estão no processo de negociação com a diretoria do clube.

"Vamos ficar com algumas  atletas, que estamos definindo. Alguns do interior, outras subiram do sub-20, além de jogadores da região. Sobre a Comissão Técnica, ainda estamos avaliando nomes e estudando propostas, mas certamente serão profissionais muito competentes". 

Para o ano seguinte, Elcio conclui dizendo que o calendário da Esmac, composto por Campeonato Paraense e Brasileiro Série A2, será de retomada e novos investimentos para manter o nome do clube, da instituição e do Pará, no topo do futebol feminino. "Nós estamos definindo várias coisas, locais de treino. Parece que vamos trabalhar uns dias no Ceju. Daqui é bola para frente. Vamos manter o respeito da nossa equipe. Não é um ou outro atleta que vai manchar a nossa história", encerra. 

Futebol
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