Aston Martin prevê início difícil na temporada da F-1 após problemas com motor Honda em testes Escuderia chega sob desconfiança e prevendo muita dificuldade após fracasso Estadão Conteúdo 02.03.26 14h32 Aston Martin (Instagram @astonmartinf1) A nova temporada da Fórmula 1 começa neste fim de semana, com o GP da Austrália, no Circuito de Albert Park, em Melbourne, e a Aston Martin chega sob desconfiança e prevendo muita dificuldade após fracasso nos testes com o novo motor da Honda. O remodelado carro AMR26, projetado pelo experiente Adrian Newey, demorou para ficar pronto e perdeu os testes de Barcelona. Nas duas semanas de pré-temporada no Bahrein, Lance Stroll e Fernando Alonso, principal piloto da equipe, acumularam pouca quilometragem por causa de diversos problemas na unidade de potência do motor Honda. "É extremamente difícil (a experiência com o novo carro)", admitiu o espanhol Pedro de la Rosa, ex-piloto e embaixador da Aston Martin em entrevista ao site Formula1.com. Além de pouco rodar na segunda semana de testes, o carro mostrou-se instável e Fernando Alonso ainda deixou a pista no Bahrein quando simulava situação de corrida. Após poucas voltas, o carro parou bruscamente. Stroll também teve dificuldades e deu somente seis voltas. A escuderia lamentou o ocorrido, enquanto a Honda abriu uma série de investigações na fábrica de Sakura, no Japão, devido à escassez de peças da unidade de potência. "Há tantas coisas na lista para serem testadas que não tivemos tempo. Fisicamente, nenhum tempo", reclamou De la Rosa, após o registro de apenas 128 voltas nos dois dias do encontro no Bahrein. "Identificamos claramente quais são as maiores prioridades, mas quando nos aprofundamos nessas prioridades, encontramos uma longa lista de outras pequenas coisas. Acho que envolve um pouco de cada área. É impossível dizer que se trata de apenas uma área, são muitas coisas", admitiu, frustrado. De la Rosa prevê um início nada animador na largada da Fórmula 1, na Austrália. "O que torna tudo mais difícil para nós é a necessidade de integrar todos esses novos elementos. Temos as novas regulamentações, projetamos nossa própria caixa de câmbio, a suspensão traseira, contamos com a Honda e estamos trabalhando com a Valvoline e a Aramco em novos lubrificantes e combustíveis sustentáveis", disse. "Mas é preciso entender muitas coisas. Primeiro, é preciso entender o pacote, onde o carro está, quais são os limites, e então tentar desenvolver o pacote de acordo com os regulamentos. No momento, estamos na fase de entender o que temos, mais do que na parte de otimização." De la Rosa aproveitou para mostrar confiança na Honda e em Adrian Newey. "É muito importante ter a Honda trabalhando conosco. É justo dizer que, quando eles decidiram não continuar na F-1 e depois mudaram de ideia, isso aumentou ou atrasou um pouco o processo de começar a trabalhar nos regulamentos de 2026. Não é o ideal, mas é algo que eles já admitiram, e só podemos olhar para frente", frisou. O embaixador completou com um discurso otimista de volta por cima. "Da nossa parte, Adrian começou no dia 2 de março, bem no meio da temporada de 2025, o que também não era o ideal, mas chega um ponto na vida em que não podemos mudar as coisas. Temos que nos comprometer em algum momento e, uma vez comprometidos, temos de seguir em frente. Ambos começamos um pouco tarde, mas teremos um grande futuro juntos." Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞 Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱 Palavras-chave Fórmula 1 Aston Martin crise motor Honda COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA Esportes . Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo! Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é. Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos. 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