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Veja como comprar dólar de maneira mais prática e barata

Entenda qual a melhor maneira de adquirir a moeda estrangeira

Maiza Santos

A procura e compra do dólar cresceu após o avanço da vacinação contra a covid-19. Seja devido ao retorno das viagens internacionais ou até mesmo dos investimentos, muitas pessoas buscam melhores alternativas para adquirir a moeda estrangeira. Para ajudar a ultrapassar os obstáculos do câmbio, o OLiberal separou algumas dicas de como obter o dinheiro. Veja como comprar dólar de maneira mais prática e barata:

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O que é preciso levar em conta na hora de comprar dólar?   

Taxa de câmbio

É importante acompanhar as tendências do dólar e como o câmbio reage aos movimentos do mercado. Dependendo dos acontecimentos políticos e econômicos de cada país, o valor da moeda pode aumentar ou baixar. Ao ficar atento às notícias, o investidor ou turista consegue melhores taxas no câmbio.

IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

O tributo reflete sobre uma série de operações e têm alíquotas específicas para o câmbio, com valores que variam de acordo com a forma de conversão das divisas.

  • A compra de moeda em espécie é taxada em 1,1%;
  • Recargas de cartão internacional pré-pago estão sujeitas a uma alíquota de 6,38%, que vale também para compras no exterior feitas com cartão de crédito.

Spread

Também chamado de ágio, a taxa indica a diferença entre o preço de compra da moeda e seu preço de venda. Ou seja, o saldo entre o valor que um banco, casa de câmbio ou agência de turismo pagou pelo dólar e o valor que recebeu por esse dinheiro na hora da venda ou empréstimo a um cliente.

Essa porcentagem varia entre cada instituição, devido também poder envolver outros custos destas agências. Por isso, é importante pesquisar o melhor custo-benefício. É importante ressaltar que, muitas vezes, a instituição coloca o valor do spread no câmbio praticado e anuncia como se o serviço fosse mais barato e sem taxas. Fique atento. 

Qual a melhor forma de comprar dólar para fazer uma viagem?

Depende dos objetivos de cada pessoa. Veja as vantagens e desvantagens das principais alternativas disponíveis no mercado, pesquise bastante e compare os valores.

Casas de câmbio e bancos

Quem deseja comprar dólar em espécie para viajar pode recorrer às opções tradicionais: casas de câmbio e bancos. Porém é importante pesquisar, pois o spread praticado pode variar muito - em geral, fica entre 4% e 7%. O viajante também pode ter que pagar comissão ou taxas administrativas. A alíquota do IOF, por se tratar de um tributo federal, é sempre a mesma: 1,1%.

A maioria das agências de viagens recomenda levar ao menos parte das reservas da viagem em espécie para o caso de emergências. Por isso, mesmo que esta não seja a opção mais vantajosa para o turista, pode ser que a pessoa não consiga evitar.

Cartões

Os mais indicados são os cartões que podem utilizar a opção de débito pré-pagos (conhecidos como “travel money”) ou os tradicionais cartões de crédito. As duas modalidades têm alíquotas maiores de IOF (6,38%).

No caso dos cartões pré-pagos, o turista deposita um valor em reais que é convertido para o dólar de acordo com o spread e a taxa de câmbio praticada pela instituição. O recolhimento do IOF é feito automaticamente pelo banco ou corretora.

Vale ressaltar que esse produto funciona como os cartões de débito: caso o turista gaste todo o saldo, não será possível fazer novas compras antes de recarregá-lo com mais dólares. Para os cartões de crédito, sempre vai valer o câmbio do dia em que a compra foi feita.

Contas globais

Além das opções populares, diversos bancos digitais oferecem a residentes no Brasil a possibilidade de abrir uma conta em dólar. Atualmente, o consumidor pode escolher entre Wise, C6, Nomad, Avenue e BS2. Geralmente, não são cobradas taxas de manutenção, mas as instituições podem colocar um valor mínimo de aplicações financeiras a essas contas.

Para comprar dólares, basta transferir um valor em reais para essa conta; o montante é automaticamente convertido. O câmbio é atualizado em tempo real, e vale a cotação do dólar comercial.

A principal vantagem dessas contas é o IOF reduzido - considerando apenas os impostos, a compra do dólar fica 5,28% mais barata. Outra importante vantagem é o spread cambial, que é menor que o praticado pelos bancos tradicionais. No entanto, esse tipo de câmbio é limitado ao dólar (algumas instituições financeiras oferecem contas em euro). Por isso, dependendo do destino será preciso fazer duas conversões: do real para o dólar e do dólar para a moeda local.

Entenda como calcular a conversão para o dólar

Considerando uma taxa de câmbio em que US$ 1,00 igual a R$ 5,00:

Compra de US$ 100 reais no cartão de crédito:

IOF: 6,38% sobre o valor da compra.
Spread: 4% (média da taxa praticada pelos bancos tradicionais)
Valor final: R$ 553,18

Compra de US$ 100 reais em espécie:

IOF: 1,01% sobre o valor da compra.
Spread: 4% (média da taxa praticada pelos bancos tradicionais)
Valor final: R$ 525,25

Compra de US$ 100 reais no cartão de débito de uma conta em dólar:

IOF: 1,01% sobre o valor da compra.
Spread: 2% (média da taxa praticada)
Valor final: R$ 515,15.

A diferença entre a opção mais cara (cartão de crédito) e a mais barata é de R$ 38,31 (7,38%) a mais do que o valor final da compra feita utilizando a conta em dólar.

(Estagiária Maiza Santos, sob supervisão da editora Web de OLiberal.com, Tainá Cavalcante)

 

Palavras-chave

Economia
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