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Vaidade masculina e atendimento diferenciado faz setor de barbearias expandir

Os homens passaram a se preocupar mais com a beleza

Debora Soares, Fábyo Cruz

A maioria dos homens brasileiros estão mais preocupados com a sua beleza. 63% deles consideram que a preocupação com a estética e o corpo não é algo exclusivamente das mulheres, é o que aponta um levantamento da consultoria Croma Solutions.  O estudo mostra que 40% dos entrevistados já usaram e pretendem continuar usando produtos para barba nos próximos doze meses. Colocando o Brasil no segundo lugar entre os País que mais vendem produtos masculinos. O segmento também está entre os dez principais do varejo brasileiro. A pesquisa destaca ainda que o maior acesso às informações e as facilidades de comprar pela internet têm alavancado esses indicadores.

Uma mudança de comportamento também foi identificada pelo estudo: o setor masculino tem se preocupado mais com produtos e fatores ligados à estética. 39% do público pesquisado passou a se preocupar com o tema beleza. Já 31% representam aqueles que não se preocupavam com o assunto, mas que passaram a se interessar um pouco mais e 8% são aqueles que se dedicaram muito aos cuidados estéticos, nos últimos cinco anos.

O público mais preocupado com a aparência física hoje são os homens com idade entre 30 à 40 anos, é o que percebe Fábio Martini, de 26 anos, proprietário de uma barbearia situada na avenida Senador Lemos. Ele conta que os homens estão cada vez mais preocupados com as questões estéticas, passando a frequentar mais massivamente o seu estabelecimento. “Os homens já mais maduros estão procurando cada vez mais os nossos serviços, muito por conta da pandemia que fez eles ficarem mais em casa e passarem a ter mais tempo para pesquisar sobre esses assuntos. Com a reabertura, depois do período que ficamos fechados, eu achei que a procura fosse diminuir, mas foi o contrário, eles perceberam que há uma preparação e um cuidado maior aqui do que os que eles faziam em casa, porque a gente não só corta cabelo e apara a barba”, relata.  

Além de fornecer os serviços tradicionais de corte de cabelo, aparo de barba e bigode, ele também faz reparos na pele com esfoliação e hidratação capilar, além de vender produtos para os cuidados diários. E isso tem se refletido na maior busca dos próprios consumidores por manter a beleza em dia. “Hoje, eles já chegam aqui sabendo qual o corte específico é o que está na moda e pedem para fazer. Também houve uma procura bem maior pelos produtos, às vezes tem gente que nem precisa dos serviços e só vem comprar o material para deixar a barba e o cabelo em dia, como perfumes, balm’s, cremes e pomadas”, comenta o empresário.

Com mesas de bilhar, videogames, comercialização de cervejas e cosméticos masculinos, nos últimos anos, o setor de barbearias viveu uma explosão e se expandiu para vários bairros da Região Metropolitana de Belém (RMB). A partir das mudanças, o profissional da área precisou se adaptar e perceber que a vaidade homem passou a estar presente cada vez mais no mercado da beleza. 

Sandro Christian trabalha há 6 anos no ramo de barbearia. Ele diz que o “boom” da área começou com o avanço das redes sociais. Nesses espaços virtuais, os donos dessas empresas começaram a divulgar suas apostas, que foram bem aceitas pela clientela, conta o profissional. “A partir da divulgação na internet as pessoas passaram a conhecer esses lugares diferentes, os serviços ofertados e os estilos de cortes, que vão dos mais modernos ao tradicionais", explica.
O jovem de 26 anos de idade disse que, a princípio, entrou no ramo por necessidade financeira e, depois de perceber que a área poderia ser rentável, passou a se dedicar se especializando na profissão e abrindo seu próprio negócio. “Hoje eu sobrevivo do meu trabalho na Barbearia Compton. Acredito que não só eu, mas outros jovens antes desempregados também procuraram cursos de corte de cabelo e empreendedorismo para abrir sua própria empresa. O ramo só tem a crescer!”, afirma.
Para Sandro, o principal fator que impulsionou o crescimento do setor foi o reconhecimento da estética masculina no mercado de beleza. A vaidade e o cuidado com a aparência estiveram por muito tempo restringidos ao universo das mulheres. Agora, os homens demonstram estarem mais à vontade para exibir o seu visual. “Os homens também querem estar bonitos, ir para o trabalho ou a uma festa e sentir uma melhor autoestima. As próprias redes sociais favoreceram essa mudança, pois todo mundo quer aparecer bem nas fotos”, conta.
De acordo com a Croma Solutions, os homens com maior idade, de 60 anos ou mais, apresentam mais restrições em relação à beleza, sendo que 54% deles não se preocupavam com cosméticos e continuam não se preocupando, seguidos por 41% do público com idade entre 50 e 59 anos.

A pesquisa ouviu homens de todo Brasil, com idades entre 18 e 29 anos (34%), 30 e 39 anos (26%), 40 e 49 anos (21%) e 50 anos ou mais (20%), das classes ABC. 

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