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Serviços de manutenção residencial interna dobram no inverno amazônico

Especialistas e moradores orientam antecipar obras externas para o período do verão para evitar prejuízos com goteiras e danos em móveis

Gabriel da Mota

A procura por manutenção de telhados para correção de goteiras e serviços de acabamento interno chega a dobrar durante o inverno amazônico em Belém. O aumento da demanda ocorre no período de chuvas, quando problemas estruturais tornam-se evidentes e forçam moradores a realizarem intervenções emergenciais. Segundo o pedreiro especialista em acabamentos, Leandro Pantoja, serviços externos de alvenaria e reboco costumam ser descartados nesta época, priorizando-se a contenção de danos e o revestimento interno.

A execução de acabamentos, especialmente a colocação de porcelanatos, torna-se o principal foco dos trabalhadores da construção civil no inverno. Pantoja explica que, embora o ideal seja realizar obras externas no verão, a necessidade de reparos imediatos em telhados cresce significativamente.

"Como estamos no período de inverno, a parte externa geralmente é descartada. O que mais aparece para nós é a manutenção de telhados, para consertar goteiras, e, principalmente, a colocação de porcelanatos, que é a nossa especialidade", detalhou o profissional.

image Leandro Pantoja, pedreiro especialista em acabamentos (Cristino Martins / O Liberal)

O tempo médio para concluir esses serviços varia conforme a complexidade. Para a reforma geral de um banheiro com problemas de infiltração, o prazo estimado é de uma a duas semanas. No caso de pisos em áreas maiores, entre 40 e 50 metros quadrados, o trabalho pode levar cerca de um mês. O especialista ressalta que trabalhar sozinho tornou-se inviável devido ao tempo de execução, sendo necessário ao menos uma dupla para garantir a entrega dos projetos internos.

Moradores enfrentam desafios com obras emergenciais no telhado

A experiência do jornalista Carlos Matheus Freire ilustra os riscos de realizar reformas no período de transição climática em Belém. Após iniciar uma obra em novembro para solucionar goteiras antigas e ampliar cômodos, o morador enfrentou perdas materiais. "A gente prefere mexer no verão do que no inverno, tanto que quando a gente fez essa reforma aqui na casa de Belém em novembro, na outra semana começou a chover. E aí eu até perdi meu guarda-roupa", relatou Freire, que precisou substituir telhas de barro por modelos de fibra de vidro (telha ondina).

A contratação de profissionais qualificados é apontada pelo morador como fator determinante para o sucesso da obra. Freire destaca que a falta de experiência de alguns prestadores de serviço resultou no uso incorreto de materiais, como mantas impermeabilizantes aplicadas de forma inadequada. "A gente já teve vários pedreiros, só que nenhum deles soube fazer o que o último fez. O último tem uma experiência com obras grandes e ele que concluiu o restante da casa toda", afirmou o morador, que ainda realiza ajustes para vedar infiltrações.

image A execução de acabamentos, especialmente a colocação de porcelanatos, torna-se o principal foco dos trabalhadores da construção civil no inverno (Cristino Martins / O Liberal)

Valor da mão de obra de acabamento pode igualar preço do material

No planejamento financeiro da obra, o acabamento representa a parte mais onerosa para o cliente. Segundo Leandro Pantoja, a mão de obra para a instalação de revestimentos finos pode chegar a valores próximos ao preço do material comprado. "A parte bruta da construção acaba sendo a mais barata. O que custa mais caro é o acabamento, especificamente o porcelanato", pontuou o pedreiro. Em casos onde o telhado não pode ser reformado integralmente sob chuva, a recomendação é o uso de mantas temporárias até o retorno do sol.

Para ilustrar os custos, o especialista citou uma reforma total em um cômodo de 27 metros quadrados voltado para locação. O investimento apenas em mão de obra ficou em torno de R$ 10 mil, incluindo elétrica, forro, drywall e porcelanato. Já no relato de Carlos Matheus Freire, o custo para a aquisição de 100 telhas novas foi de aproximadamente R$ 3 mil. Por isso, a orientação final dos profissionais é: obras estruturais e de cobertura devem ser antecipadas para o verão para evitar que o trabalho não renda e gere prejuízos adicionais.

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