Às vésperas do Dia das Mães, procura por flores cresce até 60% em Belém

Empreendedoras se preparam como podem para dar conta de demanda extra

Elisa Vaz
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Com a celebração do Dia das Mães marcada para este domingo (14), as empresas que trabalham com flores e plantas já sentem o movimento de clientes crescer e os lojistas criam expectativas para os últimos dias de venda antes da data.

Em um dos locais ouvidos pela reportagem, uma floricultura de Belém, a florista Monique Flores, de 31 anos, garantiu que o crescimento tende a ser de, no mínimo, 60% nesta semana, que é a mais movimentada do ano para o segmento.

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“A procura já começou, sempre começa uma semana antes, porque tem aqueles que conseguem se organizar com mais antecedência porque sabem da demanda, e aí o fluxo aumenta bastante. Aqui nosso movimento cresce 60% ou mais”, comenta.

A preparação para fazer as entregas no fim de semana também já começou. Monique conta que, normalmente, o material, por ser perecível, chega poucos dias antes do Dia das Mães. “Temos uma estrutura física boa para receber as flores, com câmara fria, e trabalhamos com antecedência, montando os buquês assim que os produtos chegam”.

A microempreendedora Rosenira Siqueira, de 43 anos, vende plantas na sua casa e recebe pedidos pela internet. Mesmo não sendo focada no nicho de cortes para buquês, ela conta que seu movimento cresce até 50% no Dia das Mães, com clientes que preferem plantas mais duradouras, que até têm flores, mas que vivem durante mais tempo. 

Rosenira diz que o ano começa com queda nas vendas, em janeiro e fevereiro, mas de abril para maio o movimento cresce. “Dá um boom mesmo”, complementa a empreendedora.

“Comecei na pandemia e meu público são as pessoas que gostam de coisas diversificadas. Às vezes elas perguntam se trabalho com buquê e eu digo que não, mas veem a variedade que tenho e acabam levando. Entrego uma planta bonita, saudável, que esse cliente vai, a longo prazo, se deslumbrar”, destaca. Um exemplo é o chamado lírio da paz, que até tem flores brancas que desabrocham, mas, depois, fica apenas com as folhas verdes.

Preços

Apesar da alta procura, o valor das flores ficou maior neste ano. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que analisou os preços da rosa, maior destaque da data, os reajustes chegam a 25% em relação ao Dia das Mães de 2022. A unidade sofreu alta nesse percentual, passando de R$ 12 para R$ 15, por exemplo.

Já em relação aos buquês, o de seis unidades custava R$ 122 no ano passado e agora é vendido a uma média de R$ 149, um reajuste de 22,13%. É possível encontrar o produto com uma variação de preços entre R$ 145 e R$ 150, mostra o Dieese. Já os buquês com 12 rosas passaram de R$ 191 para R$ 201, em média, durante o ano, o que representa uma alta de 5,24%. Os preços atuais variam entre R$ 185 e R$ 220.

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Na empresa de Monique, os pedidos que mais saem são os buquês coloridos, mais tradicionais, mas também têm demanda os kits com canecas e cestas. Quanto aos preços, variam de acordo com o interesse do cliente: de R$ 65, com produtos em conta, até R$ 1.000, com flores mais sofisticadas e nobres. A florista conta que, de fato, houve reajuste de preços em comparação com 2022, mas que até as empresas estão pagando mais caro pelos insumos.

Rosenira, por ser uma pequena empreendedora e não ser focada no nicho de buquês, tem preços mais baixos. A planta mais vendida nesse período, Kalanchoe, custa entre R$ 30 e R$ 40. Também são bastante vestidas a flor de maio, mini roseiras e os cactos suculentos, todas com uma média de até R$ 50.

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