Pós-COP aquece vendas e aumenta em até 80% o movimento turístico em Belém
Após visibilidade internacional, setor turístico mantém fôlego e impulsiona a economia local, especialmente no Ver-o-Peso e no Solar da Beira
Depois de um ano marcado pela projeção internacional da capital paraense, comerciantes que atuam diretamente no setor de turismo em Belém avaliam que o início de 2026 mantém um ritmo positivo de visitantes e vendas. Trabalhadores do Ver-o-Peso, um dos principais cartões postais da capital paraense, afirmam que o fluxo de turistas continua elevado, com boas perspectivas para os próximos meses.
Para quem trabalha no mercado a percepção é de crescimento contínuo no número de visitantes, sobretudo após os grandes eventos internacionais realizados na cidade. Atuando na venda de sucos regionais, bombons e produtos típicos da culinária amazônica, a comerciante Nair de Barros afirma que o aumento no movimento ficou mais evidente no período pós-eventos.
“Depois, o movimento melhorou bastante. Hoje a gente vê muito mais turistas circulando pelo Ver-o-Peso”, relata.
Segundo Nair, a procura pelos produtos regionais vende cresceu cerca de 60%, com destaque para os sucos feitos de frutas amazônicas pouco conhecidas fora da região.
“Eles procuram muito os sucos diferentes, como cumaru, uxi, araçá-boi. É isso que chama a atenção de quem vem de fora”, explica.
EVENTOS AJUDAM
A chegada de navios de cruzeiro e a agenda cultural da cidade também são apontadas como fatores importantes para manter o turismo aquecido ao longo do ano. Nair conta que, apenas em janeiro, a expectativa é de desembarque de quatro navios turísticos na capital e comemora.
“Isso já movimenta a cidade inteira. Se tiver shows, jogos e eventos, o turista ajuda muito a economia”, destaca a comerciante. Períodos como janeiro, julho e outubro — mês do Círio de Nazaré — seguem sendo considerados os de maior impacto econômico para o comércio local.
Ainda no espaço do Ver-O-Peso, o Solar da Beira, espaço dedicado ao artesanato e à economia criativa, o cenário também é de crescimento. O comerciante Luan Alcântara, trabalha há mais de cinco anos com a venda de ecobags e bolsas com temática regional, afirma que a procura aumentou significativamente.
“O pessoal quer conhecer a cidade que ganhou visibilidade. A cidade do carimbó, do artesanato, da cultura amazônica”, afirma. Segundo ele, turistas de estados como Maranhão, Rio Grande do Sul e Paraná estão entre os que mais visitam o espaço.
De acordo com Luan, as vendas cresceram cerca de 50%, enquanto a circulação de pessoas aumentou em torno de 80% em comparação com períodos anteriores.
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