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Pará teve queda leve nas vendas do comércio em agosto, de 0,3%

Houve recuo nos dados do comércio em 24 das 27 unidades do país

Abílio Dantas

As vendas do comércio varejista do Brasil apresentaram queda, em agosto, em 24 das 27 unidades do país. O Pará integra o grupo de estados com desempenho negativo, no entanto, junto com o Espírito Santo, registrou a queda menos intensa, informa a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do recuo, o comércio varejista paraense tem o comércio apresenta números positivos no ano de 2021 (crescimento de 12,5%) e é considerado o 4° colocado no Brasil na retomada de vendas do comércio.

Desde abril, quando houve aumento de 9,9% no volume de vendas, o segmento vinha apresentando um ritmo crescente, até se estabilizar em julho. “Entretanto, em agosto, produziu um movimento contrário, apresentando resultado negativo nas vendas”, afirma o IBGE.

O supervisor da pesquisa, Cristiano Santos, analisa que uma das possíveis causas dos dados negativos pode ser a queda de vendas de segmentos do varejo como, por exemplo, a loja de departamentos. “Foi um setor que sofreu bastante no início da pandemia, mas se reinventou com a reformulação das suas estratégias de vendas pela internet. Isso culminou com crescimentos expressivos, principalmente em julho (19,1%) com o lançamento das plataformas de marketplace. Com muitos descontos, o consumidor antecipou o consumo em julho, fazendo com que o mês de agosto registrasse uma queda grande de 16,0%. Esse recuo, contudo, não é suficiente para retirar os ganhos dos quatro meses anteriores”, explica o gerente da PMC.

Em relação a julho, o comércio varejista recuou 3,1% com destaque para: Rondônia (-19,7%), Paraná (-11,0%) e Mato Grosso (-10,9%). Por outro lado, no campo positivo, figuram três das 27 Unidades da Federação: Ceará (2,0%), Maranhão (1,0%) e Roraima (0,3%).

Já no comércio varejista ampliado, a variação negativa entre julho e agosto (-2,5%), foi seguida por 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Amapá (-9,2%), Paraná (-9,0%) e Rondônia (-7,4%). Por outro lado, registrando alta, figuram: Pará (1,3%), Ceará (1,1%) e Sergipe (1,1%).

Setores

Seis dos oito setores pesquisados pela PMC para o comércio varejista tiveram queda em agosto. Foram eles: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-16,0%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,7%), Combustíveis e lubrificantes (-2,4%), Móveis e eletrodomésticos (-1,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,0%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%).

Por outro lado, as atividades que tiveram variação positiva no volume de vendas de julho para agosto foram: Tecidos, vestuário e calçados (1,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,2%).

 A comerciante Ilza Bastos, em Belém, considera imprevisível o cenário atual. Ela afirma que, após julho e agosto, acreditava que o mês de setembro teria maior movimento nas vendas na área comercial, mas não foi isso que ocorreu. “Talvez, no mês passado, as pessoas tenham se resguardado um pouco mais para os gastos do Círio. Mas as expectativas para os próximos meses, até o fim do ano, é que nosso rendimento volte a ser bem melhor, já que estamos vendo melhoras dos índices de contaminação da pandemia”, declara.

Ilza Bastos destaca que os prejuízos impostos pela pandemia não serão sanados tão rapidamente quanto gostaria, mas relata que a maior parte dos funcionários que precisaram dispensar por conta da crise econômica já foram readmitidos. “A gente se endividou bastante. Na primeira onda da covid-19 precisamos dispensar cinco funcionários, porque era tudo muito incerto, e era difícil continuar com os dez funcionários que tínhamos naquele momento. Mas dos cinco que foram demitidos, quatro já voltaram para a loja, e estamos com a previsão de contratar mais duas pessoas”, anuncia.

Palavras-chave

Economia
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