Pará tem serviços da Starlink do empreendedorismo à educação; Abacatal e Algodoal são exemplos

Empresa anunciou a marca de um milhão de usuários no Brasil

Valéria Nascimento
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A Starlink, empresa de serviço de internet via satélite de alta velocidade, desenvolvido pela SpaceX de Elon Musk, anunciou um milhão de usuários no Brasil, no dia 29 de janeiro passado. No Pará e em outros estados da região Norte, a chegada da tecnologia da Starlink, a partir de 2022, proporcionou conexão firme, em áreas, onde antes o acesso à internet era precário. 

Entre os exemplos no território paraense, estão a comunidade Abacatal, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (RMB); e a Ilha de Algodoal, também chamada de Maiandeua, pertencente ao município de Maracanã, no nordeste paraense, a cerca de 170 km de Belém.

De Ananindeua à Ilha de Algodoal

O Abacatal ainda não dispõe de cobertura de internet convencional. O sinal sempre foi fraco, segundo os moradores, no entanto, a comunidade vive outra realidade quando o assunto é conexão à internet. É que a Starlink consegue chegar com facilidade a áreas rurais ou de difícil acesso. E isso ocorre porque a empresa utiliza uma constelação de satélites em órbita baixa (LEO - Low Earth Orbit), ou seja, ela não depende da infraestrutura terrestre física (cabos de fibra óptica, torres de celular) ou de satélites geoestacionários tradicionais.

Na comunidade Abacatal, os moradores usam o serviço da empresa para pagamentos via pix, ligações e reuniões online, por exemplo. O mesmo acontece na distante Ilha de Algodoal, que é uma Área de Proteção Ambiental (APA), acessível somente por barco a partir do município paraense de Marudá, distrito do município de Marapanim, no nordeste do Pará, a cerca de 150 km de Belém.

Em Algodoal, os pequenos comerciantes, além de moradores, também pagam pelo serviço de conexão da Starlink para receber e fazer pagamentos via pix, e, claro, fazer ligações e acessar a gama de informações ininterruptas na ambiência da internet.

Do empreendedorismo à educação

A Starlink está presente no ensino público municipal e estadual do Pará. No ano passado, a prefeitura municipal de Belém anunciou a conexão de escolas do município, e em cinco anexos da Escola Bosque, em ilhas de Outeiro, além de unidades em Mosqueiro. De acordo com a PMB, mais de 6 mil alunos passaram a contar com essa conectividade em sala de aula.

Na última sexta-feira (6), o governo do estado também divulgou que cerca de duas mil escolas públicas de educação básica no Pará têm conectividade disponível para alunos, professores e setores administrativos, por meio do serviço de antenas Starlink. Conforme o governo estadual, o Centro de Mídia da Educação Paraense (Cemep) e outras escolas municipais conveniadas fazem uso do serviço da Starlink.

Ou seja, a partir dos exemplos citados, vê-se que a empresa já viabiliza o acesso a serviços de educação e ao empreendedorismo no território paraense, sem falar em conexão à gama incessante de informações da web.

Em dezembro de 2025, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também anunciou que adquiriu sete drones e antenas Starlink para as operações de fiscalização. Além dos drones, a Anac passou a utilizar também duas antenas Starlink que permitem conexão de internet de alta velocidade via satélite, mesmo em regiões isoladas.

Essa tecnologia, diz a Anac, tem sido testada nas operações e possibilita transmissão de dados em tempo real. "Ela foi incorporada para fortalecer a identificação de irregularidades, como operação de aeronaves irregulares, exploração de aeródromos não cadastrados, entre outras atividades investigadas pela Anac, com apoio de imagens aéreas e conectividade contínua", divulgou a agência.

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