Pará reduz em 80% a perda de empregos formais em janeiro, aponta Novo Caged
Estado registra quase 41 mil contratações em janeiro e melhora desempenho em relação ao mesmo mês de 2025; setor de Serviços lidera geração de vagas
O mercado de trabalho formal no Pará iniciou 2026 em um cenário mais equilibrado do que o observado no ano passado. Dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho, mostram que o estado reduziu em 1.056 vagas o saldo negativo do emprego formal em janeiro, o que representa uma queda de quase 80% nas perdas em comparação com o mesmo mês de 2025.
Na prática, isso significa que o mercado de trabalho paraense saiu de um saldo negativo de 1.326 vagas em janeiro de 2025 para -270 em janeiro de 2026 — uma redução de 1.056 postos de trabalho, o equivalente a quase 80% a menos de perdas no comparativo anual.
Os números foram sistematizados pelo Departamento Intersindical de Estudo e Estatística do Pará, o Dieese, em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda do Pará (Seaster), por meio do Observatório do Trabalho, Emprego e Renda do Estado.
O que mostram os números do emprego formal no Pará
Em janeiro de 2026, o Pará contabilizou:
- 40.732 admissões (novas contratações);
- 41.002 desligamentos (demissões);
- saldo final de -270 vagas.
Para efeito de comparação, em janeiro de 2025 foram:
- 39.806 admissões;
- 41.132 desligamentos;
- saldo de -1.326 vagas.
Ou seja, houve aumento nas contratações e redução na diferença entre entradas e saídas de trabalhadores com carteira assinada. Esse movimento é interpretado como um início de ano mais ajustado e menos pressionado do que o anterior.
Setor de Serviços impulsiona geração de vagas
Entre os setores da economia, o destaque foi o de Serviços, que gerou 844 postos formais em janeiro. O segmento registrou 16.397 admissões contra 15.553 desligamentos, sendo o único com saldo positivo no período.
Já Comércio, Construção, Indústria e Agropecuária apresentaram saldos negativos, comportamento considerado típico do início do ano. O Comércio, por exemplo, ainda reflete o encerramento das contratações temporárias feitas no período de fim de ano. Na Construção e na Indústria, o começo do exercício costuma ser marcado por readequações de contratos e ritmo de produção. A Agropecuária, por sua vez, sofre influência dos ciclos produtivos.
Mesmo com esses ajustes, o desempenho positivo dos Serviços ajudou a manter o resultado geral próximo da estabilidade.
Como o Pará se posiciona no Brasil
No ranking nacional do emprego formal, o Pará ficou na 20ª posição em janeiro de 2026. Estados como Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo lideraram a geração de empregos no país no período.
Na Região Norte, o cenário foi diversificado. Tocantins, Amazonas e Amapá apresentaram saldo positivo, enquanto o Pará registrou resultado levemente negativo, mas sem ocupar a última posição regional.
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