Outubro fecha com inflação de 0,51% no Pará

Gastos com alimentação puxaram alta dos preços no último mês

Fabrício Queiroz
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A alta dos preços voltou a afetar a população paraense no mês de outubro. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 10, mostram que no período o estado teve inflação de 0,51%, sendo que em setembro foi detectada uma deflação de -0,01%.

Ainda no mês passado, o IPCA-15 já apontava que Belém vivia uma tendência de alta nos preços na casa de 0,18%. Com o resultado do balanço do mês, o Pará alcançou a taxa acumulada de 4,36% no ano e de 5,31% nos últimos 12 meses, puxada pelo aumento em nove dos sete segmentos de atividades pesquisados.

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O setor de Saúde e Cuidados Pessoais foi o que sofreu maior elevação no período, segundo o IBGE, com alta de 1,87%. Em seguida, também tiveram variações Transportes (0,85%), Vestuário (0,73%), Despesas Pessoais (0,72%), Educação (0,25%), Alimentação e Bebidas (0,25%) e Artigos de Residência (0,08%). Por outro lado, Comunicação e Habitação foram os únicos que tiveram retrações, com quedas de 0,78% e 0,17%, respectivamente.

Essas elevações acompanham um movimento nacional que levou o país a registrar inflação de 0,59% em outubro após três meses de deflação. Os indicadores apontam que a maior alta foi no segmento de Vestuário, que cresceu 1,22%, no entanto o maior impacto foi do grupo Alimentação e bebidas, que foi responsável pelo crescimento 0,16 ponto percentual no índice geral.

Nas ruas de Belém, a preocupação com a flutuação dos preços é uma constante entre comerciantes e consumidores. No bairro da Pedreira, o feirante Zoró Babel, 64, relata que os custos estão mais elevados para alguns itens comuns como a cebola e a batata. “A saca de 25kg da cebola estava custando R$ 100 e agora a gente compra por R$ 170. A batata era R$ 100 e agora sai por R$ 140. Com esse custo mais alto, a gente tem que repassar pro cliente. Eu percebo que eles diminuem a quantidade, mas continuam comprando”, diz ele que atua no ramo de venda legumes e verduras há mais de 40 anos.

image O feirante Zoró Babel diz que precisou repassar os aumentos para o consumidor final (Igor Mota / O Liberal)

Da mesma forma, Ieda Rocha, 42, que possui uma barraca apenas com as diversas variedades de farinha, afirma que também teve que aumentar o preço do produto ao longo do ano, passando o preço do quilo, em média, de R$ 5 para valores que vão de R$ 8 a R$ 12. “Teve bastante aumento e a pessoa sente na hora. No Círio eu consegui segurar um pouco o preço, mas depois não teve como, principalmente pra farinha de macaxeira que tá surgindo agora e o aumento foi maior”, conta a feirante.

image Bianca Anjos conta que os gastos com alimentação tem pesado no orçamento doméstico (Igor Mota / O Liberal)

Para a operadora de caixa Bianca Anjos, 28, tem sido difícil manter os gastos com alimentação dentro do orçamento, já que mesmo quando há quedas nos preços de alguns itens, como o óleo de cozinha, outros tendem a aumentar. “A carne já estava mais cara e passamos pro frango, que acabou aumentando de preço. Feijão e macarrão também tão subindo. Com tudo isso, a gente acaba gastando mais porque se antes a gente gastava R$ 150 com ‘mistura’ pra durar 15 dias, agora acaba antes e ainda vem menos”, reclama Bianca que destaca que o custo da alimentação é responsável por grande parte do seu consumo atual junto com seus dois filhos.

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