Margem Equatorial: Petrobras finaliza os últimos testes para a implementação
Após a fase de estudos, Petroleira diz que aguarda resposta do Ibama

A última fase da Avaliação Pré-Operacional (APO), realizada pela Petrobras para obter a licença de prospecção de petróleo na Margem Equatorial, terminou na quarta-feira (27). A estatal iniciou os estudos no domingo (24) e agora aguarda um retorno do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para avaliar o desempenho. Nesse processo, a companhia mobilizou um esforço com mais de 400 pessoas e 12 navios, entre outras estruturas.
Entre os testes presentes na APO estão: contenção de óleo, monitoramento da fauna marinha, protocolos de resgate e comunicação de emergência. Essas medidas acontecem antes da obtenção da licença para perfuração e ajudam a garantir que as operações estejam alinhadas com as normas ambientais e de segurança. A mobilização em torno do projeto de exploração da Foz do Amazonas já enfrentou uma negativa do Ibama em 2023, quando a petroleira pediu reconsideração.
“Mais de 400 pessoas foram envolvidas nos 4 dias de realização do exercício. A estrutura da APO contou com a sonda posicionada na localização do poço, o Centro de Fauna construído em Oiapoque, 6 embarcações de contenção e recolhimento de óleo, 6 embarcações para monitoramento, resgate e atendimento à fauna e 3 aeronaves”, destaca a Petrobras.
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Para a companhia, a demora no processo resultou em custo médio de R$ 4 milhões por dia. A Margem Equatorial se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá e tem sido a aposta do Governo Federal e entidades do setor produtivo. Ela é considerada a nova fronteira de exploração de petróleo e gás, após as descobertas de óleo nos países vizinhos, especialmente a Guiana, Guiana Francesa e Suriname. No Brasil, a Petrobras tem autorização para perfurar só na costa potiguar.
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