Líderes e políticos comemoram aprovação de Acordo UE-Mercosul

O acordo vem sendo negociado desde 1999 com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, membros fundadores do bloco sul-americano

Estadão Conteúdo
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A aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia gerou reação em líderes europeus e fora da Europa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 9, pelo X, que o acordo foi uma vitória do diálogo e da negociação. O presidente afirmou ainda que se trata de um dos maiores tratados de livre comércio do mundo.

"Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos", afirmou o presidente.

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou em uma publicação no X que o acordo é um "marco na política comercial europeia".

"O acordo UE-Mercosul é um marco na política comercial europeia e um forte sinal da nossa soberania estratégica e capacidade de ação", escreveu Merz.

"Isso é bom para a Alemanha e para a Europa, mas 25 anos de negociações foram muito longos - precisamos avançar mais rápido", finalizou.

Já o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polônia, Stefan Krajewski, afirmou que as "consequências desta decisão" e lamentou a aprovação do acordo.

"Se a Itália estivesse do nosso lado, o acordo seria bloqueado. Infelizmente, as consequências desta decisão afetarão todos nós. Repito o que tenho dito: vamos proteger os agricultores poloneses", afirmou o ministro.

A ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, comemorou a aprovação, apesar do voto contrário de seu país.

"Estou emocionada! Finalmente, há uma maioria entre os Estados-membros da UE para a assinatura do acordo com o Mercosul", afirmou Beate.

"Não é nenhum segredo que eu esperava que a Áustria apoiasse o acordo também. Porque uma coisa é clara: nossa economia, nossos negócios e nossa prosperidade se beneficiarão enormemente disso", acrescentou a ministra.

Repercussão no Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o acordo representa um avanço em um momento de tensões comerciais globais.

"Num mundo tentado pelo unilateralismo e pelo protecionismo, devemos redobrar a aposta na cooperação internacional. Por isso, em nome da Câmara dos Deputados, celebro o acordo entre o Mercosul e a União Europeia como um passo importante para um mundo mais unido, próspero e justo", escreveu no X.

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia será assinado em 17 de janeiro no Paraguai. A data e o local foram divulgados pelo chanceler argentino, Pablo Quirno Magrane, na rede social X, na tarde desta sexta, 9.

"Assinaremos em 17 de janeiro no Paraguai um acordo histórico e o mais ambicioso entre ambos os blocos", disse Quirno no X.

O acordo vem sendo negociado desde 1999 com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, membros fundadores do bloco sul-americano, e prevê a criação da maior zona de livre comércio do planeta, com mais de 700 milhões de consumidores, além da eliminação de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos.

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