Ibovespa salta 1,35% e retoma fôlego com petróleo em alta e fluxo estrangeiro

Impulsionado pela alta do petróleo em meio às tensões entre EUA e Irã e pelo fluxo estrangeiro, índice avança 1,35%, alcança o segundo maior fechamento da história e tem Petrobras e bancos entre os destaques do dia

Da Redação
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Nesta quinta-feira (19), o Ibovespa interrompeu uma sequência de três quedas e avançou 1,35%, fechando aos 188.534,42 pontos — um ganho de 2.518,11 pontos no dia. O resultado coloca o índice no segundo maior patamar de fechamento da história, atrás apenas do registrado em 11 de fevereiro, antes da recente série negativa.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela valorização do petróleo no mercado internacional, que subiu mais de 2% em meio às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. A escalada no conflito elevou os preços da commodity e favoreceu as ações de petroleiras brasileiras.

Enquanto isso, em Wall Street, o movimento foi oposto: os principais índices recuaram, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas internacionais. O presidente Donald Trump manteve o tom duro contra o país asiático, ainda que defendendo a construção de um acordo.

Câmbio e juros

No mercado de câmbio, o real também apresentou bom desempenho. O dólar comercial caiu 0,25%, encerrando o dia a R$ 5,227. Já os juros futuros (DIs) avançaram ao longo de toda a curva, refletindo ajustes nas expectativas do mercado.

O ouro fechou em leve baixa, ainda repercutindo a ata do Federal Reserve divulgada na véspera, além de novos questionamentos do governo norte-americano à independência da autoridade monetária.

Na Europa, as Bolsas também recuaram em bloco, afetadas tanto pelas tensões externas quanto pelas incertezas envolvendo a sucessão de Christine Lagarde no Banco Central Europeu.

IBC-Br surpreende

No cenário doméstico, os investidores analisaram os dados do IBC-Br de dezembro, considerado uma prévia do PIB. Embora tenha havido retração mensal, a queda foi mais branda que o esperado, indicando que a atividade econômica segue resiliente mesmo diante do patamar elevado de juros.

Rodolfo Margato, economista da XP, destacou sinais “predominantemente positivos” no quarto trimestre. Já Leonardo Costa, do ASA, avaliou que a composição dos dados aponta “perda de tração” em segmentos mais ligados ao consumo e à renda, em linha com condições financeiras mais restritivas.

Petrobras, bancos e fluxo externo

A alta do petróleo favoreceu a Petrobras (PETR4), que subiu 1,67%. A PRIO (PRIO3) avançou 2,14%, também acompanhando o movimento da commodity.

Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, o fluxo estrangeiro segue forte, beneficiando principalmente papéis de grande liquidez. Entre os bancos, o Banco do Brasil (BBAS3) saltou 2,48%; Bradesco (BBDC4) subiu 2,01%; Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,17%; e Santander Brasil (SANB11) ganhou 1,28%. A B3 (B3SA3) também fechou em alta de 0,80%.

A Natura (NATU3) avançou 0,75%, após sinalizar simplificação corporativa com a venda da Avon Rússia. Já a Axia Energia (AXIA3) disparou 4,44%, máxima do dia, ao apresentar proposta de migração para o Novo Mercado da B3.

Mesmo a Vale (VALE3), que vinha pressionada após queda superior a 3% na véspera, conseguiu reverter o sinal negativo e fechou com leve alta de 0,20%.

Destaques negativos

Nem todos os setores acompanharam o otimismo. No varejo alimentar, o Assaí (ASAI3) caiu 1,87%, em meio ao aumento da concorrência com o Carrefour Brasil. O GPA (PCAR3) recuou 9,82%, figurando entre as maiores quedas do dia.

A semana termina com nova bateria de indicadores nos EUA, incluindo a inflação medida pelo PCE e o PIB do quarto trimestre de 2025. Pelo mundo, dados do PMI também devem movimentar os mercados, em um cenário ainda marcado por incertezas geopolíticas e expectativas sobre política monetária.

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