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Falta de troco é um problema para quem trabalha no comércio

Os cofrinhos são apontados como um dos motivos da dificuldade em conseguir moedas

Débora Soares

Passar troco tem sido uma tarefa cada vez mais difícil para quem trabalha no setor do comércio, em Belém, e precisa constantemente receber e repassar valores em espécie. Segundo relatos de lojistas, a circulação de moedas e dinheiro têm sido uma opção pouco utilizada hoje em dia pela população, que prefere efetuar os pagamentos de forma online e através do uso de cartões de débito ou crédito. O setor está acompanhando esse movimento e se adequando também a essas novas modalidades de recebimento de valores, como a facilidade de pagamento através de chave pix, em que o cliente realiza a transferência bancária e, em instantes, o saldo está disponível na conta do cobrador.

Porém, quando alguém prefere efetuar a transação com dinheiro, devolver a parte que cabe ao cliente acaba sendo um desafio. A dificuldade de conseguir troco é vivenciada diariamente pelos comerciantes da capital paraense que precisam buscar outras alternativas para contornar a situação, e muitas vezes, até comprometem o seu lucro para não perder a venda completa. 

Lilia Regina, 51 anos, possui uma barraca de frutas e verduras em frente ao mercado de carne da Pedreira, em Belém, e conta que hoje em dia está mais difícil a circulação de moedas e cédulas pequenas, mesmo trabalhando com mercadorias de baixo valor que deveriam facilitar a obtenção de dinheiro trocado. “É muito difícil ter troco, principalmente moeda. Hoje, por exemplo, ainda não peguei nenhuma moeda, as pessoas estão guardando mais as moedas e o que se vê muito aqui na feira é que elas até procuram a gente para trocar as notas por moedas para guardar nos cofres. Eu também fazia muito isso, mas com a dificuldade que eu tenho passado, parei com isso completamente”, comenta.

Ela aceita cartão e pagamento por pix, mas mesmo assim os clientes ainda preferem comprar em dinheiro e na maioria das vezes, por não ter troco para repassar, a feirante precisa dar outra mercadoria em troca, apesar de ter perda de faturamento. “As vezes eu preciso dar uma mercadoria por aquele troco e ainda saio perdendo. Se ficar faltando um real, eu tenho que dar alguma coisa aqui, perdendo 20, 30, 50 centavos, porque não tenho troco para devolver. Outra coisa que faço também é colocar os valores já certos para não ter que dar troco. Por exemplo, o cheiro-verde era pra ser R$ 2, mas como sempre tive essa dificuldade com moeda, eu vendo por R$ 3 ou dois maços por R$5 que aí em vez de passar moeda eu já dou uma nota de R$ 2 ou R$ 5”, explica Lilia.

Elane Figueiredo, de 33 anos, é comerciante de uma loja de roupas no centro comercial da Pedreira e reitera que o comportamento dos consumidores mudou consideravelmente nos últimos anos. Diferente de Lilia, o público dela prefere pagar as compras com cartão ou pix, mas ainda recebe, em quantidade bem menor, pagamento com dinheiro. “Antigamente a circulação do dinheiro era bem maior, hoje em dia a gente percebe que é muito cartão e pix, esse já veio para facilitar as vendas para gente”, afirma. 

A empresária recorre à cooperação dos comerciantes da região quando precisa de cédulas menores para repassar ao cliente, mas prefere levar a solução de casa. “O troco para a gente está bem difícil. Eu sempre faço o possível para já trazer para a loja o dinheiro trocado, mas tem horas que eu fico em apuros para dar troco para o meu freguês. Eu busco sempre a ajuda dos ambulantes ao redor, já que eles trabalham com dinheiro menor, então têm mais facilidade de conseguir me ajudar com isso”, completou Elane. 

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Economia
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