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Enfermeiros de hospitais gerenciados pela Pró-saúde protestam em frente ao Metropolitano

De acordo com entidade que representa a categoria, trabalhadores estão há dois anos sem reajuste

O Liberal

Uma manifestação convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Pará (Senpa) foi realizada, na manhã desta terça-feira (01), em frente ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. De acordo com a entidade que representa os trabalhadores, a categoria está há dois anos sem reajuste salarial.

O ato reuniu profissionais que atuam no próprio Metropolitano e no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, mas as reivindicações alcançam todos as seis unidades gerenciadas pela Pró-Saúde. Além dessas duas unidades, a organização social também administra o Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, o Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira, o Hospital Público do Sudeste, em Marabá e o Hospital Materno Infantil, em Barcarena.

Os serviços no Metropolitano e no Oncológico infantil não foram afetados pelo protesto, mas uma futura greve não está descartada pelo sindicado. “Por enquanto, é só uma manifestação, porque a gente não quer inviabilizar o funcionamento do hospital, até porque não tem indicativo de greve ainda. Se não resolver nada, aí sim... Deve ter uma assembleia geral, daqui a dois ou três dias, e aí sim será paralisação com indicativo de greve”, declarou Antônia Trindade, presidente do Senpa.

Durante o ato, os manifestantes ocuparam parte da pista da BR 316, que foi liberada perto de 11h. Agentes de trânsito orientaram o fluxo de veículos no local.

Segundo Antônia Trindade, outros hospitais do Pará também não deram reajuste no ano passado e o Sindicato tem tomado providências. O Senpa estima que somente nos hospitais gerenciados pela Pró-saúde trabalham aproximadamente 3,5 mil enfermeiros.  

Quanto ao percentual de reajuste, ela diz que no dissídio referente ao período de 2020/2021, a justiça julgou no patamar de 2,5%. Já no dissídio de 2021/2022, o percentual ficou em 3,8%. Antônia Trindade diz que já houve reunião com o Governo do Estado, por meio da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde), que repassa o recurso, uma vez que o argumento da Pró-saúde é de que os valores não teriam sido repassado. “A Sespa se comprometeu em passar ( o valor referente a 2020/2021) até o dia 21 (de janeiro), não repassou e a Pró-saúde emitiu documento mostrando isso. No segundo dissídio, de 21/22, a Sespa se comprometeu a repassar o dinheiro em fevereiro, mas se não repassou do primeiro....”, declarou a representante do Sindicado.

O ato reuniu profissionais que atuam no próprio Metropolitano e no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Filipe Bispo)

Para o presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Pará (CTB/PA), Cleber Rezende, que esteve no ato, a pauta do Sindicato é justa, principalmente pelo fato dos profissionais terem combatido a pandemia na linha de frente. "Muitos perderam a vida, é justo que esses profissionais sejam valorizados e reconhecidos pelo Estado e pelas organizações sociais que administram os hospitais na capital e no interior do estado, e ainda pela sociedade. A valorização desses profissionais faz parte da nossa pauta", declarou.

Uma técnica de enfermagem que preferiu não se identificar reclamou da atual situação, e confirmou que, para os trabalhadores receberem o décimo, foi preciso fazer um ato de protesto. "Faço parte da empresa Pró-Saúde, e estou há três anos sem receber reajuste, um direito trabalhista que é o dissídio. Estamos fazendo isso, esse manifesto, com  o apoio do Sindicato porque não ocorre uma reunião, um comunicado para nós funcionários. Nos sentimos desvalorizados e desrespeitados pela empresa, que não nos dá uma resposta. Tivemos que fazer a mesma coisa com décimo", informou.

O Sindicato informou que vai aguardar uma resposta da Pró-Saúde, que ficou de dar retorno ainda hoje. Caso não sejam recebidos pela empresa, até a próxima sexta-feira vão ocupar a frente do prédio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), na travessa Lomas Valentinas.

Em nota, a Pró-Saúde afirmou que segue empenhada em realizar o pagamento referente aos dissídios coletivos dos profissionais de enfermagem do Pará. “A entidade aguarda a efetivação do repasse, conforme acordado em reunião, para cumprir as tratativas”.

O Grupo Liberal solicitou à Sespa um posicionamento em relação aos argumentos apresentados pela categoria e o que tem sido feito para resolver a situação, e o órgão informou, via email, que está analisando a demanda apresentada pela Pró-Saúde.

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