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Empreendedora que chegou a vender 20 mil máscaras contra a Covid-19 planeja novo negócio

Com avanço da vacinação e flexibilização de medidas, cai procura por máscaras em Belém

Natália Mello

A procura por máscaras de proteção ao coronavírus no início da pandemia foi intensa em Belém e em todo o Brasil, especialmente pelo momento em que a população encontrava dificuldades para encontrar os acessórios do tipo descartáveis. E foi nessa época que a empreendedora Martha Correa, de 39 anos, chegou a vender 20 mil máscaras para adultos e 10 mil para crianças por semana. Hoje, com a flexibilização das medidas de proteção à doença, como a liberação do uso das máscaras em ambientes ao ar livre, ela planeja um novo negócio, embora ainda tenha uma discreta demanda pelo produto.

“Apesar da demanda ter diminuído por conta do relaxamento do uso e quase final da pandemia (graças a Deus) continuo vendendo, várias pessoas ainda não se sentem totalmente seguras. Na minha programação está voltar a trabalhar com os produtos importados e investir parte do capital para iniciar um novo negócio físico voltado para mulheres. Devo iniciar no segundo semestre”, explica a empreendedora.

Martha trabalha há 14 anos com produtos importados voltados para o público infantil, e a venda de máscaras foi a opção que encontrou quando, devido aos altos índices de contaminação, precisou parar de viajar.

“Conversando com meu marido, resolvi fazer um teste com máscaras descartáveis para atender a rede de clientes que eu já tenho, principalmente em Belém. Foi uma grata surpresa, já nos primeiros dias o volume foi altíssimo. Trabalhei minha carteira de clientes junto com algumas estratégias de internet para atrair novos. Diante disso, fui à São Paulo fechar o fornecimento com uma fábricas de máscaras infantis também, dessa forma comecei a atender famílias inteiras que precisavam de proteção”, explica.

A atividade foi além da renda extra e permitiu que Martha acumulasse capital para pensar em algo novo futuramente. “No auge da demanda vendia 20.000 unidades de máscaras de adulto e 10.500 unidades de máscaras infantis por semana. Precisei contratar dois motoboys exclusivos, um para cada período do dia. Fiquei muito feliz quando uma fábrica local me disse que estava vendendo mais do que lojas especializadas do segmento”, finaliza.

Também costureira, Terezinha Santana dos Santos, de 46 anos, sobreviveu tão somente da venda de máscaras no início da pandemia. Conhecida como Teca, a empreendedora conta que se sentiu mal por estar confortável financeiramente por conta de uma doença e diz que, a princípio, não queria trabalhar com esse produto por medo de contato com outras pessoas e, ainda, por não querer sentir que incentivava os clientes, ao entregar as máscaras, a saírem na rua. A empreendedora, que é costureira de trajes de festa, com o início do cancelamento dos eventos, ficou sem renda e decidiu, então, enfrentar o medo de sair de casa para comprar material logo após o primeiro lockdown.

Mas esse cenário mudou. Ela conseguiu se manter e, atualmente, passado o período mais intenso da doença, antes da vacinação, por exemplo, ela retomou a rotina de atividades de antes. “Eu vendia aproximadamente 100 máscaras por semana, mas hoje, raramente alguém ainda procura, mas eu já deixei de vender, tem algumas prontas, mas não tem cliente. Aí como já voltaram os eventos, eu continuo com a minha vida de antes, voltei com os trajes de festa, e para completar faço saídas de praia”, declara Teca.

Glória Soeiro também é costureira, mas atua no ramo de forma exclusiva há cinco anos, desde que se aposentou da carreira de servidora pública. Aos 65 anos, ela não sabe dizer, ao certo, a quantidade de máscaras que confeccionava no momento mais crítico da pandemia, mas disse que era bastante procurada e que, com a placa que colocou na porta, muitos passavam, compravam, e indicavam para encomendas.

No momento atual, Glória relata que confecciona poucas unidades, apenas quando surge algum pedido. “Quando começou as pessoas começaram a usar, por conta da Covid-19, comecei a fazer, porque diziam que as de tecido eram boas. Aí pesquisei modelos e comprei material. Nossa, vendia muito, as pessoas passavam na porta, encomendavam, compravam, mas aí começou a baixar mais depois da vacinação, no segundo semestre do ano passado. Uma amiga ou outra me pedia, mas bem pouco, até porque as pessoas passaram a comprar muito as máscaras de farmácia”, finaliza.

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