Ibovespa fecha em baixa aos 190 mil pontos com cautela global e balanços

Índice recua influenciado por resultados corporativos, dados dos EUA e expectativa sobre juros, enquanto dólar sobe a R$ 5,21 e investidores mantêm postura cautelosa

Da Redação
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Nesta quinta-feira (12/2), o Ibovespa encerrou o pregão em queda, aos 188.090 pontos, pressionado pela repercussão de resultados corporativos relevantes e pela cautela dos investidores diante de indicadores econômicos dos Estados Unidos. O movimento ocorreu em meio a um período intenso de divulgação de balanços de grandes companhias brasileiras, que influenciaram diretamente o humor do mercado.

Entre os destaques do dia estiveram os números apresentados por empresas como Banco do Brasil, Assaí e Ambev. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) lideraram entre os papéis mais negociados após a divulgação do resultado do quarto trimestre, com variação de 4%. Já Ambev (ABEV3) registrou oscilação de 5,83%, enquanto os papéis da Vale (VALE3) apresentaram leve variação de 0,27%.

No campo das maiores valorizações, a Telecomunicações Brasileira (TELB3) avançou 7,36%, seguida pela Espaço Laser (ESPA3), que registrou alta de 7,07%. Apesar desses desempenhos positivos pontuais, o índice como um todo foi pressionado pela postura mais cautelosa dos investidores diante do cenário macroeconômico.

O desempenho negativo da bolsa brasileira ocorreu mesmo com uma abertura positiva em Wall Street. Nos Estados Unidos, os investidores reagiram aos dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego e adotaram uma postura mais conservadora antes da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI), prevista para sexta-feira (13/2). O indicador é considerado fundamental para orientar as expectativas em relação à política monetária norte-americana.

Ao longo do dia, os principais índices americanos, como o S&P 500 e o Dow Jones, chegaram a registrar ganhos, mas inverteram o sinal e passaram a operar em queda após a divulgação de dados considerados robustos do mercado de trabalho. O cenário reforçou as incertezas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção das taxas de juros aumentou de 24,8% para quase 40%, apesar de ainda haver expectativa de ao menos um corte em junho. No câmbio, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,21, com alta de 0,25%, refletindo o ambiente de maior aversão ao risco.

O movimento combinado entre a cautela no cenário internacional e a repercussão dos balanços corporativos reforça um momento de maior sensibilidade dos mercados a dados econômicos e sinalizações de política monetária, tanto no Brasil quanto no exterior.

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