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Dia das Mães: restaurantes devem ter alta de até 40% no faturamento

Sindicato aposta nas churrascarias como os estabelecimentos que mais vão lotar neste domingo

Elisa Vaz

O setor de bares e restaurantes da capital paraense deve ter um faturamento até 40% superior ao do ano passado no Dia das Mães, celebrado neste domingo (8), segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) de Belém. Segundo a presidente da entidade, Rosane Oliveira, esta é uma data “especial” para o comércio capaz de movimentar diversos segmentos, e por isso os do setor já se preparam com cardápios e programações diferenciadas para as mães.

“Nesse momento, estamos em uma fase de retomada após o período de pandemia da covid-19, em que os bares e restaurantes tiveram um prejuízo muito grande e uma queda alta de faturamento. Nós ficamos na expectativa de datas importantes para equilibrar os caixas e fazer com que as vendas fiquem dentro do padrão que esperávamos antes”, avalia Rosane. Ela também acredita que mesmo as mães que não querem sair de casa vão movimentar o mercado, pois também há o delivery e encomendas de cestas e outras refeições. Para a presidente, as próximas datas comemorativas seguirão a mesma linha.

O assessor jurídico do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Pará (SHRBS), Fernando Soares, concorda e adianta que não apenas em Belém, mas em todo o Estado deve haver uma alta de faturamento neste fim de semana, no mesmo percentual estimado pela Abrasel. “Vamos considerar que, no ano passado, estávamos saindo do lockdown e todo mundo com medo da Omicron. E neste ano não temos esse problema. Então a expectativa é a melhor possível. As empresas associadas estão se preparando para um dia de muito faturamento”, pontua.

Restaurantes fazem reservas

Em regra, as churrascarias devem ser os estabelecimentos que mais terão fluxo de pessoas, na opinião de Fernando. “Primeiro que você tem duas modalidades, que são o churrasco corrido, como eles chamam, e o buffet a quilo. Há um apelo muito forte desse tipo de estabelecimento para o Dia das Mães”, avalia. Um deles é a steakhouse – casa de churrasco, na tradução – de Luiz Arthur Carvalho, que tem um negócio localizado na avenida Conselheiro Furtado, em Belém.

O empresário acredita que haverá um aumento de 30% nas vendas em relação a 2021. Mas ele fundou o negócio, ao lado do sócio, em agosto de 2019, então nunca experimentou um Dia das Mães tradicional. Com a pandemia, em 2020, eles atuaram apenas com delivery por conta do isolamento social e em 2021 tinham acabado de retomar as atividades presenciais.

“Ainda não temos uma referência de anos normais, mas as expectativas para esse ano, em que praticamente voltamos à normalidade, são as melhores possíveis. Já temos algumas mesas reservadas para o próximo domingo e também atenderemos por ordem de chegada. Em nossa steakhouse, temos o ‘prato família', que serve cinco pessoas. Esse já é o carro-chefe nos fins de semana normais, e a nossa estimativa é que ele continuará em destaque no Dia das Mães. Teremos também um brinde especial para as mamães que estiverem em nosso estabelecimento”, adianta o sócio-proprietário.

Outro estabelecimento, mais tradicional e de culinária italiana, já está com o espaço todo reservado para este domingo. É o que diz a dona e empresária Angela Sicília. Na sua opinião, o aumento no faturamento deve chegar a 20% nesta data, e só não será maior porque as pessoas estão preocupadas com as altas de preços, diz ela. “O Dia das Mães é o segundo que mais lota os restaurantes, o primeiro é o Dia dos Namorados. Normalmente, as pessoas escolhem as novidades criadas para esta data, mas é mais comum o bacalhau, vinhos e chocolates”, afirma.

Filha leva mãe para comer fora

A nutricionista Paula Fernanda Bezerra, de 29 anos, vai levar sua mãe para comer fora neste domingo (8), mas optou por algo certeiro, que sabe que vai agradar: a Estação das Docas. Ela conta que sua mãe adora comer por lá nessas datas comemorativas e que, em sua casa, ninguém cozinha em dias especiais como esse, então sempre há o costume de sair de casa para almoçar ou jantar.

“Nos anos de pandemia ficamos em casa e, mesmo assim, pedimos comida de fora, pois em qualquer data sempre saímos para almoçar ou jantar e fizemos assim na pandemia, por meio do delivery”, diz. A nutricionista adianta que não pretende gastar um valor além do esperado, até porque já conhece o restaurante que vai e sabe a média de preços: “Já temos uma base do valor, e mesmo que esteja tudo muito caro, é uma data especial, não vamos deixar de comemorar do jeito que ela gosta”.

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Economia
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