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Consumidores e produtores de arroz comentam novas medidas para diminuição do preço do grão

O Governo Federal anunciou novas medidas para reduzir o preço do arroz após chuvas no RS. No Pará, segundo a ASPAS, o arroz sofreu aumento de pelo menos 11%.

Gabi Gutierrez

No Pará, segundo a Associação Paraense dos Supermercados, o arroz, item fundamental na mesa da família brasileira, teve um aumento de pelo menos 11%, devido aos desastres ambientais no Rio Grande do Sul. O Governo Federal anunciou nesta semana novas medidas para reduzir o preço do arroz após a inundação no Rio Grande do Sul. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará no dia 6 de junho o primeiro leilão para compra de até 300 mil toneladas de arroz importado, que deverá ser vendido a R$ 4 o quilo. Consumidores paraenses sofrem com o aumento dos preços e torcem pelos resultados das políticas aplicadas.

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Pesando no bolso do consumidor 

Elisa Bastos, mora com seus dois filhos e uma neta. A diarista de 46 anos relata a dificuldade de manter o arroz na mesa devido ao alto preço. Atualmente, ela afirma que só encontra o produto por volta de R$ 7 o quilo e, por isso, precisa comprar em pouca quantidade. "Quando venho ao supermercado, procuro o mais barato e vou pegando de pouquinho em pouquinho. Arroz não rende muito e essa é a forma que tenho de colocar um pouco mais de qualidade na mesa", comenta Elisa.

Gerbson Machado, que também sentiu o impacto do aumento dos preços, teve que adotar medidas para economizar. Na sua casa, como alternativa para “driblar o peso do valor do arroz”, ele tem alternado o consumo de arroz com outros tipos de alimentos. “É algo fundamental na nossa alimentação, costumamos comprar três pacotes de arroz para o mês todo. Agora pesquisado os valores em, no máximo, dois supermercados para encontrar os melhores preços, porque sair procurando em muitos lugares pode sair caro”, explicou. 

"Se o valor do arroz cair para R$ 4, será muito benéfico para o nosso orçamento. Já começamos a estocar para nos preparar melhor, mas notamos que os preços estão altos em todos os lugares", afirma Gerbson.

“Vai ser maravilhoso, né? Se o preço realmente cair para R$ 4, será uma economia muito grande”, completou Elisa.

Jorge Portugal, presidente da Associação Paraense dos Supermercados, oferece uma visão mais técnica sobre a situação. Ele acredita que a medida de importar arroz visa principalmente a estabilização dos preços, e não a garantia de abastecimento, uma vez que o Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção nacional. "A falha estava no escoamento devido às rodovias bloqueadas, mas agora que algumas vias foram liberadas, o escoamento está se normalizando. Não vejo necessidade dessa medida neste momento", analisa Jorge.

Ele também desaconselha a prática de estocar arroz. "O arroz aumentou cerca de 11% no valor do quilo. É importante que os consumidores saibam que o produto não vai faltar e evitem o estoque excessivo, o que pode agravar a situação de preços", conclui.

O que pensam os produtores de arroz no Pará

Apesar de poder beneficiar o bolso dos consumidores no preço final, para quem produz arroz no Pará e em todo o país a importação do grão não é vista com bons olhos. “Eu vejo essas novas medidas com uma perspectiva bastante preocupante”, diz Larissa Quartiero, representante do setor no estado. 

Ela explica que a iniciativa do governo federal para venda no mercado varejista e atacadista interno a um preço subsidiado pode ser prejudicial para os arrozeiros gaúchos.

O abastecimento para o consumo brasileiro, conforme dados da Federação das Cooperativas de Arroz (Fearroz), está garantido.Estados como Paraná, Santa Catarina, Goiás e o próprio Pará, especialmente na região do Marajó, também contribuem para a produção nacional. 

“Essa política, especialmente da forma como proposta, bastante diferente da ideia que norteia a Conab, cria distorções e inseguranças imediatas no mercado, com reflexos de médio e longo prazo”, pontuou. 

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