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Tendência no Brasil, comércio direcionado para pets cresce em Belém

Mercado oferece variedade de serviços para quem quer agradar seu bicho de estimação

Abílio Dantas

O comércio de produtos para animais de estimação tem crescido no Brasil, inclusive durante a pandemia, fazendo com que o País passe a ocupar o terceiro lugar entre os maiores mercados do mundo para pets, atrás apenas de Estados Unidos e China, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) .

Segundo o Instituto Pet Brasil, o ano de 2020 encerrou com esse mercado registrando crescimento de faturamento no País próximo a R$ 40,1 bilhões, o que significa alta de 13,5% em relação a 2019. A avaliação é de que o crescimento foi impulsionado por profissionais que precisaram buscar alternativas de trabalho após o início das restrições impostas pela crise sanitária mundial. Em Belém, é notável o aumento da variedade de serviços voltados a cães e gatos, que vão desde a abertura de clínicas veterinárias até a organização de eventos para animais, com cardápio e acessórios específicos. 

A confeiteira e empresária Taissa Barbosa, proprietária de uma loja especializada em doces e outros alimentos, ficou preocupada quando viu a demanda por eventos chegar a zero em Belém, em razão das políticas de prevenção contra a pandemia. A solução veio com a comercialização de comida orgânica para cães e gatos, algo que fazia antes apenas para os seus próprios animais, para não comprar as rações industrializadas. Atualmente, após a criação de uma marca própria voltada especialmente para atender o mercado, afirma que trabalha mais com eventos para pets do que para seres humanos. Somente na segunda semana deste mês de setembro ela organizou oito aniversários de cachorro.

“Temos aniversário toda a semana, de eventos para cães e gatos, não apenas para cães, como algumas pessoas pensam. Com a chegada da pandemia, as pessoas que ficavam com seus animais de estimação somente aos sábados e domingos, passavam a conviver com eles diariamente e a valorizar ainda mais a companhia. Acredito que por isso aumentou a procura pela organização de eventos”, reflete a empreendedora.

O menor bolo do cardápio de Taissa Barbosa oferecido aos clientes, de 12 centímetros, custa R$ 65. Dentre as opções, há também itens como quibes, coxinhas, pão de queijo e brigadeiro. “Não são produtos baratos, porque como trabalho com a culinária verde, sem conservantes, tudo é feito de forma natural, orgânica. Para produzir alimentos com cores por exemplo, utilizamos produtos naturais, nada é industrializado. Nada é feito com ração, por isso é tudo mais caro”, explica.

A aproximação de Taissa com a culinária natural para animais ocorreu há seis anos, quando uma de suas cachorras, dos seus oitos animais, passou a manifestar reações alérgicas. “Fiz todos os exames possíveis e cheguei à conclusão de que o problema era a alimentação. O alimento processado, a ração, por melhor que seja, tem muito conservante, por isso é prejudicial. Imagine que você se alimentasse de sanduíche industrializado todos os dias? É a mesma coisa com os pets. A minha cachorra melhorou e eu fui fazer cursos, todos bastante caros. Fiz três cursos de confeitaria para animais, que custaram, em média, mil reais. Hoje sou uma confeiteira que trabalha para pessoas e animais”, conclui.

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A empresária Paula Marques contratou os serviços de Taíssa Barbosa para comemorar os dois anos do cão Ben, que faz parte do grupo de quatro cães e três gatos que possui. “A gente fica com vontade de retribuir um pouquinho do carinho e amor que eles têm por nós. Daí que surge a vontade de fazer um evento pet, de comemorar um aniversário. São bichinhos que dão tanta alegria para nós. E agora, principalmente por conta da pandemia, a gente a se pergunta sobre muita coisa: por que não? Por que eu não posso comemorar o aniversário do meu bichinho e fazer isso de uma forma que ele se divirta e goste? E, também, fazemos isso ensinando e incentivando outras pessoas a também demonstrarem seus sentimentos por seus animais”, afirma.

Liz Marques, de cinco anos, filha de Paula, também participou da organização da comemoração do aniversário. “Eu acho maravilhoso que ela entenda que os bichinhos sentem e merecem ter carinho, respeito, dignidade. Acho que esse tipo de mentalidade deve ser incentivada e estimulada para que o maior número possível de pessoas também pensem dessa forma”, demarca.

Vestuário

A estudante e fisioterapeuta Priscila Brasil começou a trabalhar com a comercialização de roupas para cachorros também por razões pessoais, assim como Taissa Barbosa. Ao procurar roupas para seus cinco cachorros, notou que era mais difícil encontrar modelos para cachorros de tamanho médio e grande. “Passei a comprar de pessoas de outros estados e revender aqui. As pessoas estão cuidando mais de seus pets, por isso o mercado está crescendo. E, também, já há eventos de concurso de fantasia, o que estimula a compra de ‘roupinhas”, destaca.

A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação destaca a influência da pandemia no crescimento do mercado. “O setor foi considerado comércio essencial, o que manteve os pet shops abertos e em pleno funcionamento. As pessoas passaram a trabalhar em casa e permanecer mais tempo na residência devido às orientações de isolamento social, o que levou a um número ainda maior de animais adotados durante esse período”, afirma a entidade.

Palavras-chave

Economia
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