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Com média de R$ 5,46, gasolina se mantém estável no Pará em um ano; etanol caiu quase 5%

Estudo do Dieese-PA aponta que o custo médio do litro da gasolina subiu apenas 0,18% no intervalo de um ano

Elisa Vaz

O preço da gasolina comercializada nos postos de combustíveis do território paraense se manteve estável na última semana, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA). O estudo, feito com base nos dados oficiais da Agência Nacional de Petróleo (ANP), aponta que o custo médio do litro da gasolina ficou em R$ 5,46, podendo variar entre R$ 4,74 a R$ 6,74, e, na comparação com o mesmo período do ano passado, subiu apenas 0,18%, já que a média era de R$ 5,45, variando entre R$ 4,99 a R$ 6,57.

Na semana analisada, entre 12 e 18 deste mês, o Pará ocupou a 12ª posição entre os estados com a maior média no custo da gasolina. À frente, aparecem o Acre (R$ 6,90), Rondônia (R$ 6,38), Sergipe (R$ 6,38), Amazonas (R$ 6,36), Bahia (R$ 6,22), Roraima (R$ 6,15), Rio Grande do Norte (R$ 6,11), Tocantins (R$ 6,05), Paraná (R$ 6,03), Santa Catarina (R$ 6,03) e Espírito Santo (R$ 5,98). Na região Norte, o Pará ficou em 6º lugar.

Em relação aos municípios, na semana passada, Xinguara foi o que comercializou o litro da gasolina mais cara, em média, custando R$ 6,70. Atrás dele, apareceram Altamira (R$ 6,61), Alenquer (R$ 6,50), Parauapebas (R$ 6,38) e Paragominas (R$ 6,31). Na outra ponta, Castanhal foi a cidade que vendeu a gasolina mais barata, a uma média de R$ 5,63.

Segundo o vice-presidente do Sindicombustíveis-PA, Mário Melo, o preço do barril de petróleo nos últimos 40 a 45 dias está se mantendo estável. Em função disso, as distribuidoras que fornecem o produto ao Pará não tiveram aumento significativo que fosse impactar no preço das bombas. “Vai depender muito da oscilação e de como vai se comportar o mercado do barril de petróleo lá fora. Se continuar estável, permanece estável; se houver aumento ou redução, vai ter aumento ou redução repassado aos postos e dos postos para as bombas”, avalia.

Etanol ficou mais barato

Já o etanol foi comercializado nos postos de combustíveis do Pará a uma média de R$ 4,53 na semana passada, com preços variando entre R$ 3,99 e R$ 5,90. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o litro do produto no Estado apresentou queda de 4,43%, já que custava, em média, R$ 4,74, podendo variar de R$ 4,28 a R$ 5,67.

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As análises do Dieese-PA também mostram que, no caso do etanol, segundo os dados da ANP, no intervalo analisado, de 12 a 18 de maio, o Pará ocupou a 9º lugar na lista de estados com os maiores preços, atrás do Amapá (R$ 4,99), Rio Grande do Norte (R$ 4,91), Sergipe (R$ 4,83), Roraima (R$ 4,81), Acre (R$ 4,78), Rondônia (R$ 4,77), Rio Grande do Sul (R$ 4,66) e Ceará (R$ 4,54). No Norte, ficou na 5ª posição.

Entre os municípios paraenses pesquisados pela ANP, no período em questão, Alenquer comercializou o litro do produto mais caro, em média, custando R$ 5,90. Já Santarém foi o que, em média, vendeu o litro do produto com menor valor, custando R$ 4,14.

Mário Melo afirma que o comércio de etanol está “bastante aquecido” e, com isso, as usinas de álcool estão trabalhando com redução de preço no hidratado. “Algumas companhias repassaram a redução para os postos e os postos passaram para o consumidor final. A tendência é de haver uma pequena queda em função de entrar na safra da produção etanol. Toda vez que entra na safra, há um aumento de oferta e o preço do produto baixa”, pontua.

Consumidores

Policial militar, Odair Lima, de 46 anos, diz que tem notado altos preços na gasolina, inclusive ultrapassando o valor do diesel. “Ela fica oscilando muito, ultrapassa o valor do diesel, e mesmo baixando a gente não sente no bolso, não tem um desconto. Toda vez que você vai abastecer, o valor da gasolina tem um reajuste, está um pouquinho alto e a gente não consegue perceber que baixou. Até porque o nosso poder de compra, com a inflação, já diminuiu”, comenta.

Em relação ao impacto disso no bolso, o trabalhador afirma que gasta, geralmente, cerca de R$ 200 por semana, dependendo da demanda - às vezes mais, outras vezes menos. Mesmo com o alto custo, ele prefere não investir no etanol.

“Eu acho que o etanol não é economia. Eu já fiz esse teste, não é uma economia porque ele consome bem mais. Se fosse 50% mais barato que a gasolina, valeria a pena, mas ele é 20% mais barato, então não vale”.

Já o aposentado Max Alencar, de 58 anos, usa um carro flex, portanto, usa tanto a gasolina como o etanol. Porém, nos dois casos, ele sentiu os preços aumentarem. “Tem algumas semanas, quando você passa em um dia é um preço, depois quando passa depois já é outro, sempre aumenta 10 centavos e quem usa carro sente no bolso a diferença desse aumento”, opina.

O motorista usa o veículo quase todos os dias, principalmente para buscar o neto no colégio, e gasta aproximadamente R$ 100 por semana. Cada alta, segundo Max, pesa no orçamento, principalmente considerando que ele é aposentado. Mesmo usando também o etanol, não há muita diferença, detalha.

Combustíveis no Pará

Gasolina

  • Maio/23: R$ 5,45
  • Maio/24: R$ 5,46
  • Variação: 0,18%

Ranking de estados

  1. Acre: R$ 6,90
  2. Rondônia: R$ 6,38
  3. Sergipe: R$ 6,38
  4. Amazonas: R$ 6,36
  5. Bahia: R$ 6,22
  6. Roraima: R$ 6,15
  7. Rio Grande do Norte: R$ 6,11
  8. Tocantins: R$ 6,05
  9. Paraná: R$ 6,03
  10. Santa Catarina: R$ 6,03
  11. Espírito Santo: R$ 5,98
  12. Pará: R$ 5,96
  13. Ceará: R$ 5,94
  14. Pernambuco: R$ 5,91
  15. Rio Grande do Sul: R$ 5,91
  16. Alagoas: R$ 5,90
  17. Mato Grosso: R$ 5,89
  18. Minas Gerais: R$ 5,86
  19. Distrito Federal: R$ 5,84
  20. Goiás: R$ 5,79
  21. Paraíba: R$ 5,78
  22. Rio de Janeiro: R$ 5,77
  23. Piauí: R$ 5,73
  24. Mato Grosso do Sul: R$ 5,70
  25. Maranhão: R$ 5,68
  26. São Paulo: R$ 5,64
  27. Amapá: R$ 5,63

Etanol

  • Maio/23: R$ 4,74
  • Maio/24: R$ 4,53
  • Variação: -4,43%

Ranking de estados

  1. Amapá: R$ 4,99
  2. Rio Grande do Norte: R$ 4,91
  3. Sergipe: R$ 4,83
  4. Roraima: R$ 4,81
  5. Acre: R$ 4,78
  6. Rondônia: R$ 4,77
  7. Rio Grande do Sul: R$ 4,66
  8. Ceará: R$ 4,54
  9. Pará: R$ 4,53
  10. Pernambuco: R$ 4,48
  11. Bahia: R$ 4,44
  12. Maranhão: R$ 4,43
  13. Santa Catarina: R$ 4,37
  14. Alagoas: R$ 4,33
  15. Tocantins: R$ 4,33
  16. Amazonas: R$ 4,30
  17. Paraíba: R$ 4,20
  18. Espírito Santo: R$ 4,16
  19. Rio de Janeiro: R$ 4,15
  20. Piauí: R$ 4,14
  21. Distrito Federal: R$ 4
  22. Minas Gerais: R$ 4
  23. Paraná: R$ 3,98
  24. Goiás: R$ 3,84
  25. Mato Grosso do Sul: R$ 3,72
  26. São Paulo: R$ 3,68
  27. Mato Grosso: R$ 3,59

Fonte: Dieese-PA, com base na ANP

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