CONTINUE EM OLIBERAL.COM
X

Belém pode se tornar polo industrial sustentável ao investir em inovação e startups

Jefferson Gomes, diretor da CNI, afirma que desenvolvimento depende de pessoas, infraestrutura e definição clara de objetivos estratégicos

Jéssica Nascimento
fonte

Belém tem potencial para se transformar em um polo industrial sustentável e inovador, desde que invista na articulação entre pessoas, infraestrutura e modelos de negócio. A avaliação é de Jefferson Gomes, diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em entrevista ao Grupo Liberal.

Segundo Gomes, exemplos nacionais e internacionais mostram que o desenvolvimento industrial não depende necessariamente da presença de fábricas tradicionais. “Posso dar vários exemplos de lugares que nunca tiveram indústrias e hoje são mecas tecnológicas do planeta”, afirmou, citando casos como Califórnia, Finlândia, Florianópolis e Recife.

Ele destaca que o ponto em comum entre esses locais é a capacidade de organizar fatores essenciais para a inovação. “A semelhança é que você pode desenvolver a partir de um conjunto de pessoas, modelos organizacionais e infraestrutura local”, explicou.

VEJA MAIS

image Amazônia pode virar polo industrial com foco em pessoas e estratégia local, diz diretor da CNI
Para Jefferson Gomes, desenvolvimento depende de ecossistema estruturado, projetos estratégicos e fortalecimento de startups na região

image Pará avança na bioeconomia, mas ainda enfrenta gargalos em infraestrutura e retenção de talentos
Segundo diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, estado tem potencial para liderar inovação industrial na Amazônia, mas precisa fortalecer financiamento, logística e ecossistema de startups

Startups e foco estratégico como ponto de partida

Para o diretor da CNI, o primeiro passo para Belém é entender e fortalecer suas vocações tecnológicas, especialmente a partir das startups existentes. “Quais são as temáticas dessas 200 startups? São para cosméticos, bioinsumos ou medicamentos? Você tem que criar as condições para aquele negócio existir”, disse.

Gomes ressalta que cada área exige estruturas específicas, desde regulação até tecnologia.

“Não é a mesma condição desenvolver um medicamento e um cosmético. Tem outras regulações, outro perfil de pessoas e outras tecnologias necessárias”, afirmou.

Ele também alerta para a importância de conectar inovação com o mercado.

“Pode ser que eu tenha alta prontidão tecnológica, mas não tenha mercado. Você precisa entender a demanda, a logística e os compradores”, explicou.

Por fim, Gomes defende que o desenvolvimento deve ser guiado por objetivos claros. “Não adianta montar um parque tecnológico para a vida. ‘Para a vida’ não diz nada. É para alguma coisa especificamente”, concluiu.

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Economia
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM ECONOMIA

MAIS LIDAS EM ECONOMIA