Belém lidera inflação da alimentação entre as capitais, diz IBGE
Levantamento faz parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil
A alta nos preços dos alimentos segue pressionando o orçamento das famílias em Belém, que registrou em abril a maior inflação da alimentação entre as capitais pesquisadas no país, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O levantamento faz parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil. No mês de abril, o índice geral ficou em 0,67%, abaixo do registrado em março (0,88%). Apesar da desaceleração, a alimentação voltou a ser o principal fator de pressão sobre os preços.
Alimentação em Belém lidera alta entre capitais
No recorte regional, Belém se destacou com a maior variação no grupo alimentação e bebidas entre as regiões pesquisadas, reforçando o impacto do aumento dos preços no consumo diário das famílias.
A alta foi puxada principalmente por itens básicos da cesta de consumo, como leite longa vida, tomate, cebola e carnes, que continuam entre os produtos com maior peso no orçamento doméstico.
IPCA mostra pressão dos alimentos no Brasil
Em nível nacional, o grupo de alimentos e bebidas subiu 1,34% em abril, com impacto de 0,29 ponto percentual no IPCA. Dentro desse grupo, a alimentação dentro de casa avançou 1,64%.
Entre os principais aumentos no país estão:
- Cenoura: +26,63%
- Leite longa vida: +13,66%
- Cebola: +11,76%
- Tomate: +6,13%
- Carnes: +1,59%
Apesar das altas, alguns itens ajudaram a conter a inflação, como o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%).
Comer fora também ficou mais caro
A alimentação fora do domicílio também teve aumento em abril. O lanche subiu 0,71%, enquanto as refeições registraram alta de 0,54%. Isso indica que tanto comer em casa quanto fora exigiu mais gastos do consumidor no período.
Outros grupos também pressionam inflação
Além dos alimentos, outros setores também influenciaram o resultado do IPCA. O grupo saúde e cuidados pessoais subiu 1,16%, puxado pelo reajuste de medicamentos e pelo aumento em itens de higiene pessoal.
Nos transportes, a gasolina avançou 1,86% e foi o item de maior impacto individual na inflação do mês, mesmo com desaceleração em relação a março.
Inflação regional
Entre as regiões analisadas, Goiânia registrou a maior inflação geral em abril (1,12%), enquanto Brasília teve a menor variação (0,16%). Já no recorte específico da alimentação, Belém liderou a alta entre as capitais pesquisadas.
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