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90% dos celulares ilegais são anunciados em plataformas de vendas online

Em média 6,2 milhões aparelhos irregulares foram comercializados no último ano

Maycon Marte

De acordo com a estimativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), quase o total do volume de celulares contrabandeados no país, são encontrados em marketplaces - plataformas de venda online. O balanço se baseia em uma pesquisa realizada pela IDC, empresa especializada em inteligência de mercado, que destaca o crescimento significativo da presença destes aparelhos nestas plataformas. O consumidor Naalem Rechene, acostumado com as plataformas online, traça estratégias para comprar com segurança, mas ainda esbarra em incertezas. “Eu uso essas plataformas já tem 6 anos e eu tive um problema só, onde a pessoa tentou me passar um comprovante falso”, relata.

O levantamento aponta que a presença de aparelhos irregulares no mercado saltou de 10%, em 2022, para 25% até o final do último ano. Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, “precisamos de ações mais enérgicas por parte do governo para coibir esta prática”. Os números ainda revelam que 6,2 milhões de aparelhos foram vendidos de maneira ilegal no país.

Depois de acumular uma experiência de pelo menos 6 anos, comprando via marketplace, Naalem Rechene, que usa as plataformas principalmente para adquirir eletrônicos, explica como busca evitar fraudes e golpes. “Eu peço o WhatsApp da pessoa para conversar com ela, pergunto onde ela mora, peço fotos e vídeos do produto”, explica. Ainda relata um sistema de troca que realizou recentemente através de uma plataforma online, segundo ele, aplicou os mesmo passos para conquistar confiança e conseguiu um desfecho positivo na negociação.

Consumidores

O gestor de comunicação, Andrey Gomes, também relata comprar majoritariamente em plataformas digitais. Segundo o profissional, se adequou a comprar produtos eletrônicos na maioria dos marketplaces, porém sempre verifica avaliações de outros consumidores sobre a loja anunciante. “Vejo comentários de quem já comprou e os comentários da loja”. Ainda relata que a maioria dos seus equipamentos e celulares foram adquiridos dessa maneira. “Já devo ter comprado uns 4 ou 5 celulares, meu computador inteiro comprei lá”.

A experiência e os hábitos de compra se repetem com o profissional da comunicação, Gabriel Aiasse, entretanto, destaca que já passou por algumas tentativas de golpes. Para evitar perda, prioriza aparelhos que possuam nota fiscal e sempre desconfia de anunciantes apressados. “Se estiver com pressa desconfie, marque em um local público e vá com pelo menos meia hora de tempo para testar tudo”, afirma. Além destes cuidados, enfatiza a importância de se atentar aos preços absurdos, segundo ele, “não existe jantar grátis, celular muito barato caio fora”, ressalta.

Técnicas de segurança

Os valores muito abaixo da média podem atrair consumidores desavisados, mas esta é apenas uma das estratégias utilizadas para emplacar a venda destes produtos, como explica o especialista em cibersegurança, Allan Costa. “Preços muito baixos podem ser um indicativo de que o produto é falsificado ou ilegal”. Costa descreve alguns cuidados importantes antes da compra. “É essencial verificar a reputação do vendedor, isso pode ser feito lendo os comentários de outros compradores, verificando a classificação do vendedor e buscando informações adicionais sobre sua idoneidade”, pontua.

O especialista segue e destaca como um segundo passo, a avaliação da segurança dos sites e anúncios. “Os consumidores devem dar preferência àqueles que adotam medidas de proteção, como certificados SSL”, identificáveis pela sigla (https) e pelo símbolo de um cadeado, no início da barra de endereço no navegador.

Somadas a essa estratégia, Costa ainda menciona a ação de “usar senhas robustas, evitar compras em redes Wi-Fi públicas, manter sempre o dispositivo atualizado, monitorar as transações, verificar a clareza das políticas de privacidade e utilizar métodos de pagamento seguros”.

Nos casos em que os anúncios ou lojas virtuais causam desconfiança, o especialista recomenda ao consumidor “evitar fazer qualquer transação e relatar imediatamente o problema". Ainda reforça, “além de denunciar na própria plataforma, também é aconselhável entrar em contato com órgãos reguladores ou entidades de proteção ao consumidor, dependendo da gravidade do problema”. Nesse sentido, os consumidores precisam verificar as políticas de reembolso e as garantias que a plataforma eventualmente ofereça.

Sinais de alerta

  • Preços muito abaixo do mercado
  • Falta de informações detalhadas sobre o produto ou vendedor
  • Solicitação de pagamento fora do ambiente seguro do marketplace
  • Ausência de comentários ou avaliações de outros compradores
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Economia
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