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Globo Repórter mostra os brasileiros que movimentam o país depois dos 50

O mundo prateado é tema do programa que vai ao ar na próxima sexta-feira, 2

Lucas Costa

O programa Globo Repórter da próxima sexta-feira (2), vai jogar luz sobre uma faixa da população brasileira formada por 55 milhões de indivíduos, que movimentam a economia, o mercado de trabalho e põem em prática seus sonhos de vida: são as pessoas do mundo prateado, os + 50. 

A geração vem derrubando uma série de preconceitos, e recusam a ideia de que os 50 são os novos 30, agora são os novos 50. E os 60 também não são os novos 40, são os novos 60. O Globo Repórter ouve homens e mulheres que querem viver no seu tempo.

Um batalhão de quase 55 milhões de brasileiros acima dos 50 anos é responsável por mais de 40% de tudo o que é consumido no Brasil, um universo que movimenta 1,8 trilhão de reais por ano. É a chamada Economia Prateada, em referência aos cabelos grisalhos. São pessoas ativas, que trabalham, consomem, se divertem. Muitos estão virando empreendedores e ousando até mesmo em startups.

A reportagem do programa encontrou duas sócias que lançaram uma empresa digital aos 60, e o casal que deu uma guinada na vida ao sair da cidade e criar um novo negócio depois dos 50.

A repórter Beatriz Castro, 59, teve o trabalho de realizar algumas das reportagens no programa, que traduz os anseios de sua própria geração. “Conhecemos esse casal que sempre quis viver na zona rural, e depois dos 50 anos eles criaram uma fábrica de cachaça. Eles foram viver o sonho deles e estão super felizes. São pessoas que, mesmo com a aposentadoria, não querem parar”, adianta Beatriz.

E não é apenas da tranquilidade da vida no campo que os brasileiros com mais de 50 procuram. O programa vai mostrar ainda que a geração está mais antenada do que nunca, se arriscando também no competitivo campo da tecnologia.

“Tem duas senhoras com mais de 50 que criaram uma sturtup. Então elas foram atrás de educação, para aprender sobre programação, por exemplo. Elas estudaram e conseguiram”, adianta Beatriz.

O programa também vai falar sobre como a diversidade geracional começa a entrar na pauta das organizações. Várias empresas estão abrindo vagas para esse grupo mais sênior. Do cinema pra vida real, o Globo Repórter conheceu um Senhor Estagiário em São Paulo. E no Recife, a costureira que tem mais energia que muitos jovens e é movida pelo aprendizado constante.

Os 50 + também estão na moda. A beleza madura começa a ser descoberta pelas marcas e exigida pelos consumidores que querem se ver representados. A longevidade maior também foi parar na sala de aula. Cursos mostram que esse é um mercado do futuro. E especialistas dão as dicas para os profissionais se manterem ativos e atualizados no mercado de trabalho. E falam sobre o combate ao idadismo, o preconceito pela idade – contra os mais velhos.

É este idadismo, inclusive, que Beatriz também enfrenta na profissão, mas ela diz que o pique para o trabalho é maior que nunca. “Eu sinto isso por já ter passado dos 50. Mas o tempo também me faz sentir como um soldado de frente. Fiz matérias recentes em que foi preciso viajar 200km em um dia, porque não estamos pegando hospedagem por conta da pandemia. Estou no pique que tem as pessoas mais novas na mesma função que eu, mas também estou com muita vontade de fazer”, destaca a jornalista.

“Se fala tanto no público jovem, o que deve ser criado para o público jovem, e se esquecem desta parcela com mais de 50, que é quem consome no Brasil. É uma parcela que tem que ser ouvida, sobre o que quer ver na TV, por exemplo. Somos os novos 40”, conclui.

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