Dira Paes é atração no "Arquivo Confidencial" do Domingão do Faustão

Nas redes, os paraenses elogiaram o quadro com a atriz

Redação Integrada

Dira Paes foi tema do quadro "Arquivo Confidencial" do Domingão do Faustão, da Globo, no domingo, 10. O programa teve repercussão entre os paraenses, que comentaram nas redes sociais o destaque da atriz natural de Abaetetuba na emissora. Entre muitos depoimentos emocionantes exibidos, o programa falou do trabalho social realizado por ela à frente da ong Movimento Humanos Direitos, criada por artistas para defender causas sociais e ambientais, como o combate ao trabalho escravo e à exploração sexual infantil e a defesa da demarcação de terras indígenas e quilombolas.

O quadro apresentou depoimentos gravados em vídeo de familiares e amigos da atriz, como da mãe Flor Paes e do marido Pablo Baião, que emocionaram Dira no palco do programa, ao vivo. Dona Flor falou da vida difícil que enfrentou com o marido para criar os filhos, reforçando o orçamento doméstico com serviços de costureira. Enxugando as lágrimas, Dira acrescentou que "Flor é uma mulher brasileira que não tem medo da luta, que amanhece cantarolando, que é muito inspiradora. Quando pintou o meu primeiro trabalho (como atriz), ela disse vai, eu vou tá do teu lado. Eu tenho uma família que me apoia."

Já o marido da artista, não apareceu no vídeo, mas gravou um depoimento para ela: "Agradeço os 13 anos de convivência com uma mulher gigante, intensa, linda e inteligente que só me ensinou e continua a me ensinar. Sinto que fui casdo com todas as muheres que Dira pode ser. É uma mulher de multiplicidade gigantesca, de abordagem incrível, braba, inteligente, pode ser fina e pode ser do povo. Essa é a admiração que posso ter por você. Te amo demais."

Também foram exibidos os depoimentos da sogra, Eunice Baião, e da ex-sogra, Simona Bava, com quem a atriz mantém amizade: "Sou mãe de seis filhos (homens) e de repente veio essa filha, que Florzinha me emprestou e sou grata. Aquilo foi amor à primeira vista. Desde que eles se separaram, a minha relação com Dira não mudou, acho até que ficou mais forte e perdura até hoje". Surpreso, o apresentador Fausto Silva destacou a amorosidade da ex-sogra com a atriz: "Nunca vi depoimento de ex-sogra". Enquanto Eunice agradeceu o fato de Dira tê-la levado para assistir ao show do Roberto Carlos, episódio que marcou a vida dela.

Os depoimentos de Jam Jam de Sousa, amiga de infância que passou a cuidar dos filhos de Dira no Rio de Janeiro, e de Luciano Daniel, que presta serviço para a atriz, também foram tomados de emoção. Jam Jam contou que é "irmã de leite" de Dira, pois a mãe dela, já falecida, foi amiga de Dona Flor e chegou a amamentar a atriz quando era bebê. Após a morte da mãe de Jam Jam, ela ficou em "situação difícil" e foi morar com Dira no Rio. A artista comemorou no palco a sorte de ter Jam Jam ao lado dela para cuidar dos filhos enquanto ela trabalha. Ja Daniel, jovem do Morro do Alemão que desenvolve projeto social na comunidade, agradeceu a oportunidade de trabalhar com Dira. Ele contou tê-la conhecido no programa Click Esperança, do Criança Esperança, da Globo.

Sobre o ativismo, Dira falou da importância de empréstar a imagem pública a causas sociais: "O Brasil é enorme, muito grande. Lógico que não é fácil governar o Brasil e tomar conta de todas s fronteiras e recôndicos que o Brasil possui. O Brasil é maior ainda na Amazônia, onde em pleno século XXI, tem espaços que ninguém pisou, tribos que nunca tiveram contato. Imaginem as comunidades ribeirinhas que ficam a 24 horas de barco em Soure, no Marajó, (de distância de Belém). Ali a gente fala que tem fartura, que tem vida lúdica, mas também tem o lado do isolamento, que às vezes não têm o açúcar, o sal, o macarrão... falta água", disse. Nesses lugares isolados, ela disse que os cidadãos estão desprovidos dos direitos que deveriam ser garantidos pelo Estado.

"A gente empresta um pouco da nossa visibilidade para chamar a atenção a essa questão que são as meninas balseiras, as manas, pais que se sentem no direito de deflorar as filhas. São questões muito arraigadas dentro da sociedade brasileira. Não apenas no Brasil existe a exploração infantil. Como artista e cidadãos a gente precisa também chamar a atenção para essas causas. É bom lembrar que tem pessoas que precisam da nossa luz e do nosso olhar. Às vezes um abraço transforma uma realidade."

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