Atriz Astrea Lucena brilha em seriado da Netflix 'O Escolhido'

Astrea tem ganhado o mundo com participações em vários seriados. A nova produção teve lançamento em 140 países no final de junho.

Enize Vidigal

A atriz paraense Astrea Lucena brilha no novo seriado da Netflix em co-produção com a Mixer, "O Escolhido", com a personagem da parteira e rezadeira misteriosa "Cleusa". O seriado de seis episódios gravado no idioma português e com elenco brasileiro, teve lançamento para 140 países no último dia 28.

A atriz que já havia se destacado na série "Guyane", do canal francês Plus, entre 2015 e 2017, ganha uma projeção ainda maior na principal plataforma streaming, que possui mais de 148 milhões de assinaturas. Aos 69 anos de idade, sendo 49 dedicados ao teatro paraense, Astrea avalia ter alcançado o reconhecimento e o respeito esperados.

Com elementos folclóricos e sobrenaturais, a série O Escolhido (The Chosen One), dirigida por Michel Tikhomiroff, é a primeira aposta brasileira da Netflix no gênero suspense. A série conta a história dos jovens médicos do sistema público de saúde Lúcia (Paloma Bernardi), Damião (Pedro Caetano) e Enzo (Gutto Szuster), que são enviados para vacinar contra a zyka vírus a população de Aguazul, um vilarejo pobre e conservador no Pantanal. Ninguém nunca adoece no lugar e a presença os médicos é rejeitada pelos moradores.

Eles se vêem presos na comunidade isolada, que é envolta em segredos e dedicada a um líder enigmático que os força a confrontar o poder da fé sobre a ciência. O Escolhido foi adaptado da série mexicana Niño Santo, com a produção brasileira escrita por Raphael Draccon e Carolina Munhóz. 

"A Cleusa é uma personagem misteriosa até pra mim. Sei bem pouco dela. Ela mora na comunidade de O Escolhido, mas é como se estivesse separada, olhando de fora, fazendo questão de ficar nesse lugar, como se não compactuasse com aquilo ali, como se soubesse de segredos", descreve Astrea. As gravações aconteceram no Tocantins, nas cidades de Natividade, Porto Nacional e Palmas, e em São José dos Campos, em São Paulo.

Durante sete meses, a equipe de produção e o elenco gravaram duas temporadas. Ainda não se sabe ainda quando a segunda temporada será lançada, mas Astrea arrisca que a série ganhará pelo menos mais duas temporadas. "Tô amando a Cleusa, pois está sendo muito instigante e diferente esse trabalho. Não tenho quase nenhuma informação sobre essa personagem e ter que ir compondo (a personagem) dentro dessa realidade é difícil e desafiador, mas é maravilhoso."

Astrea está realizada com a projeção internacional que "O Escolhido" traz para a carreira dela. "O nosso trabalho depende de divulgação e, nisso, o audiovisual é muito importante. Estou fazendo 49 anos de atividades como atriz e produtora de teatro em Belém. Trabalhar com produções internacionais é bem diferente, eles são mais bem estruturados em todos os sentidos. Estou muito feliz de ter trabalho e de compreender que realmente eu sou uma trabalhadora que precisa ser respeitada", 

Em 2015, ela fez uma pequena participação na primeira temporada de Guyane, como a Madame Quintero, mas a personagem cresceu e, na segunda temporada, apareceu nos oito episódios. "Foi realmente o momento em que me senti muito feliz como profissional".

Como representante da dramaturgia paraense na cena internacional, a atriz destaca que os frutos colhidos são resultado de muita persistência e trabalho. "Eu não poderia fazer outra coisa em minha vida. Eu sou só gratidão por estar vivendo um momento de reconhecimento e respeito, gratidão também aos meus mestres do teatro paraense, onde eu praticamente aprendi tudo como atriz. Esse é o meu tesouro mais valioso." Astreaestá em Belém, onde grava uma participação especial na série paraense "Amazônia Oculta", do Roger Elarrat.

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