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Tecnologia de dispositivos móveis aproxima público das obras de arte com novo conceito

Aplicativo "Amazônia Aumentada" torna realidade a aproximação do público com a obra de Roberta Carvalho

Vito Gemaque

A artista plástica Roberta Carvalho se sente instigada a pesquisar e elaborar novas relações entre a arte e tecnologia na tentativa de aproximar o público das obras como zonas de interação da arte e dos discursos. Neste mês, a artista lançou um conjunto de obras inéditas, feitas especialmente para realidade aumentada, e um aplicativo que interage com as obras: o “Amazônia Aumentada”. Com o aplicativo o público tem acesso a uma série de trabalhos que serão lançados nos próximos meses.

Leia também: - Realidade Aumentada no acervo do Museu de Arte do Rio (MAR)

“Eu sempre pesquisei a tecnologia nas projeções nas árvores. A pesquisa de mídias sempre foi uma característica minha. Tinha essa vontade de trazer as questões da tecnologia e do discurso. Não tinha feito nenhum trabalho específico de realidade aumentada, é muito interessante porque é algo que podemos nos relacionar com o que está nas nossas mãos, que são os dispositivos eletrônicos, que estão naturalizados na nossa vida, já fazem parte da gente e podemos levar isso como elemento de interação com os trabalhos”, explica.

Roberta Carvalho foi vencedora de diversos prêmios como o Funarte Mulheres nas Artes Visuais (2014) e Funarte Microprojetos da Amazônia Legal (2010). Ela também foi bolsista de pesquisa e criação artística do Instituto de Artes do Pará (2006 e 2015). A artista ainda tem participações em exposições, mostras e festivais, como o Amazon Connection (Brulexas-Bélgica, 2018), Arte Pará 2017, Periscópio – Zipper Galeria (São Paulo, 2016), 7ª Mostra SP de Fotografia (São Paulo, 2016) e Tierra Prometida (Barcelona, 2012). Ela é idealizadora do Festival Amazônia Mapping, iniciado em 2013.

As duas obras tiveram as imagens captadas em uma incursão de Roberta na Ilha do Combu, em Belém. A artista convive com o espaço há mais de dez anos fazendo pesquisas e obras. Roberta Carvalho insere a imagem digital fotográfica ou em vídeo em um espaço público da cidade e em outras paisagens não urbanas. As imagens se inserem em copas de árvores ou edificações históricas, buscando sempre uma relação entre o espaço e a imagem. Muitas dessas imagens construídas e projetadas são de personagens comuns, excluídos da sociedade, refletindo uma relação simbólica com o entorno de onde a ação artística acontece, o que levanta questões identitárias e sociais.

Os paraenses terão a chance de observar as duas obras com realidade aumentada de Roberta Carvalho no Arte Pará 2019, a partir do dia 10 de outubro, no núcleo ‘As Amazonas do Pará’ que teve a curadoria de Nina Matos, no Museu da Universidade Federal do Pará. “Eu acho que as tecnologias e as inovações vão surgindo na nossa sociedade e a arte pode dialogar com isso. No caso de uma obra que vai para um museu é um debate muito legal”, aponta. “A história da arte é a história das suas mídias e a tecnologia também pode se relacionar. Eu acho que o fato de algumas tecnologias parecerem ser efêmeras não podem limitar para que a gente não trabalhe com isso. A gente cria um debate interessante e acho que isso é uma forma de elaborar mais um pensamento artístico”, complementa.

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